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Comunidade Católica Arca da Aliança
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O Fundador
 
Fundador

No dia 19 de julho de 1960, num pequeno lugarejo chamado “Altos Macacos”, hoje “Vila da Conceição” no interior de Camboriú/SC, nasceu um pequeno filho de Deus e escolhido D’Ele. Oitavo filho do casal Maria Sarmento dos Santos e José Cipriano dos Santos, e depois dele vieram ainda mais dois. Elias foi muito desejado, pois o anterior havia morrido no parto. Recebeu o nome Elias Dimas dos Santos, ao terceiro dia foi batizado pelo padre André Maria Neza, na igreja Imaculada Conceição.

Teve uma vida simples, mas muito cristã. Seus pais viviam do trabalho do campo, mas seu pai era também professor no pequeno lugar, sendo muito popular e estimado, era inspetor de quarteirão e capelão. No ano de 1964 a família rumou para Itajaí, mas aos 9 anos de idade, o pequeno Elias voltou para sua terra natal, para fazer companhia e ajudar nos trabalhos a sua avó materna, que veio a ficar viúva. Neste tempo fez a sua Primeira Comunhão e, quando completou 11 anos, juntou-se novamente a sua família, quando esta veio morar em Joinville no ano de 1971. Neste período completou seus estudos primários e, mesmo em tenra idade, já ajudava no orçamento familiar, zelando pelos jardins dos vizinhos, distribuindo panfletos na rua, e até vendeu picolé nos campos de futebol, sempre teve muita paixão pelo seu trabalho.

Após seu primeiro retiro de experiência de oração, em Lages, sua vida foi sendo transformada e, Deus utilizou-se das 10 ave-marias que ele rezava diariamente, desde os 11 anos, para levá-lo a uma maior intimidade de oração e, para mais tarde, levá-lo a um processo profundo de discernimento vocacional, o qual não foi só por ele, mas por todos nós que hoje somos a Comunidade Arca da Aliança.

O Chamado de Deus

Trabalhava na Embraco, e tinha uma carreira profissional muito boa. Deus usou de um evangélico para sua conversão. Começou a se voltar para Deus, procurando um grupo de jovens para participar.

Neste mesmo tempo, foi convidado por uma prima (Lourdes) para participar de uma experiência de oração, com Frei Filipinho de Lages, sentiu-se muito tocado e amado por Deus, chorando amargamente seus pecados, sentiu uma sensação de medo e de pavor e teve um profundo arrependimento. Foi aconselhado a ler o livro dos Atos dos Apóstolos, não entendia nada, mas o que lhe chamava a atenção eram as línguas de fogo no dia de Pentecostes. Ficou ansioso para ver esse fenômeno acontecer, e no sábado à noite o Frei deu a cada um a leitura de Apocalipse 3,15: “Conheço as tuas obras, não és frio e nem quente”. Ao ler o texto foi como se lhe tirassem um véu da frente de seus olhos, como ele mesmo escreveu: “Pela primeira vez na minha vida tive a sensação de ter tocado Deus”.

No domingo, alguém rezou por ele e perguntou qual o dom que ele gostaria de receber, e ele, sem pensar e até mesmo sem saber o que significava, pediu o dom da Fortaleza, e recebeu, pois é o que lhe segura até hoje em sua caminhada. No final do encontro, Dona Silvia, uma liderança do início da RCC em Joinville, rezou por ele e profetizou: “Vá e conquiste outros jovens para Jesus, assim como ele te conquistou”.

Começou a participar de grupos de oração, e logo observou que não havia jovens nesses grupos. Então começou a promover com outros poucos jovens, tardes de louvor, experiência de oração e outros. Formou o grupo de jovens, Raiz de Davi, que reunia jovens de toda parte, mas os planos do Senhor eram outros. Desmanchou esse grupo e formaram vários grupos nos bairros. Então o grupo de jovens de sua Paróquia, que reunia não mais de 20 jovens, passou a reunir mais de 100. Faziam vigílias, teatros, campanhas de agasalho, visita aos idosos no asilo, tardes de lazer para os jovens, gincana e outros. Surgiu uma grande espiritualidade e trabalhos na igreja, sempre tomando à frente e revolucionando todos e tudo na comunidade.

Dentro do grupo de oração, surgiu outro pequeno grupo que se reunia para oração e partilha. Rezavam até de madrugada, onde Deus falou muito forte ao seu coração e nasceu o desejo de formar Comunidade, que ele nem imaginava o que seria. Tinha muito medo de partilhar essa ideia, pois às vezes achava que estava ficando maluco, pensando em deixar tudo e servir a Deus.

O livro “Confissões” de Santo Agostinho o ajudou muito a entender a vontade de Deus. Nesse tempo já buscava orientação com o Padre Tarcísio Marchiori que o entendia. Construiu um quarto nos fundos de sua casa, para ficar mais a vontade com este grupo e poder rezar e partilhar. Foi muito censurado por seus irmãos, que o tratavam com indiferença, achavam que era fanatismo, loucura e passaram a ignorá-lo.

No esforço para fazer a vontade de Deus que estava no seu coração, o Carisma da Comunidade foi sendo gerado.

Participou de um encontro em Campinas, São Paulo, onde viu que seu sonho já existia em outros lugares, o Pe. Eduardo dizia várias vezes: “Deus quer comunidades”. De volta a Joinville, num encontro realizado no lar Abdon Batista, lançou o convite, e para sua surpresa, dos 20 jovens, só uma levantou a mão. Então o Senhor lhe falou: “Ainda não chegou a hora, o grupo vai se dispersar, mas isso faz parte de meus planos”. E foi o que aconteceu. O grupo se dispersou por seis meses, mas depois com o tempo, Elias lançou novamente o desafio para o grupo: “Quem quer formar comunidade?”, foi um silêncio e questionamentos. Destes, apenas sete aceitaram o desafio: Junilda, Iraci, Rosilene, Cida, Márcia, Amauri e Doroti.

Este grupo passou a se encontrar em algumas capelas, para oração. Nestes momentos de convivência acontecia a partilha e a escuta das profecias de Deus para a Comunidade. Fizeram então um compromisso de oração pessoal diária, confissão mensal, jejum e um momento do dia onde em pensamento se uniriam para rezar pela obra.

Em dezembro de 1985 ouviram falar do Padre Aloísio de Nereu Ramos, foram para lá e ficaram uma semana, no último dia o padre disse: “Vão e façam a Comunidade, Deus quer esse plano para vocês e para Joinville”.

Antes Elias era visto e se achava apenas como um irmão na obra, hoje ele é nosso pai, que sustenta a vida, a espiritualidade, que sofre conosco, que se alegra conosco e nos confirma cada vez mais que “Somos sinal da presença de Deus no meio do povo”.

 
 
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    Paulo Afonso

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