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12.Abr - A Paixão de Cristo e a nossa
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A Paixão de Cristo e a nossa

A Paixão de Cristo representa para nós cristãos, e até mesmo para toda a humanidade, a vitória final da Vida sobre a Morte, do bem sobre o mal. Jesus decidiu assumir a nossa humanidade para assim poder remi-la. Ele esvaziou-se de toda a sua divindade, para que nós possamos aprender com Ele a sermos verdadeiramente humanos. Era vontade de Deus que Cristo redimisse, ou seja, salvasse a humanidade da situação de pecado em que se encontrava, pecado que trazia consigo muitas consequências, como o individualismo, a depressão, o ódio. Jesus veio para restaurar a Aliança do Homem com Deus e também com o próprio homem. Ele veio para fazer “com prazer” a vontade de Deus (Sl 39, 7).


É difícil imaginar que alguém decida morrer por prazer, ser torturado por prazer. Perguntamos-nos então se Jesus gostava do sofrimento, se Deus desejava a morte de Seu Filho. Devemos ter em mente o que significa fazer a vontade do Pai, e de onde provém esse prazer dito no Salmo. O sofrimento de Jesus foi para a nossa salvação, Ele veio para nos remir, e sabia que poderia ser morto, pois veio para nos ensinar o que é realmente fazer a vontade de Deus, contrariando a visão de muitos judeus que viviam a lei apenas por viver. 


A vontade de Deus era a nossa salvação, e isso até as últimas consequências, Jesus não queria falhar no plano da salvação, mesmo que isso implicaria a sua morte Ele iria até o fim. Logo, Ele fez a vontade de Deus que era a redenção, isso lhe causa prazer, isso é bom, mesmo que provenha de algo ruim. É sob esta ótica que se deve olhar a Cruz de Cristo, seu sacrifício de Amor por nós. O servo de Deus padre Aloísio Boeing disse certa vez “Ninguém gosta da cruz, nem Jesus a quis por si só. Mas Ele a assumiu em nosso lugar; por isso transformou-se em fonte de paz e alegria interior. Somente pela fé compreendemos tão grande contrassenso. Só pela fé a história da cruz é compreensível a modo humano”.  É um ato de fé, crer na redenção, crer na história da Cruz.


Nós também podemos e devemos ser sinal de redenção para com o nosso próximo, devemos muitas vezes aniquilarmos as nossas vontades pela vontade de Deus, por amor. Assim participamos dos sofrimentos de Cristo por um bem maior. Há alguns dias (25 de março) celebramos a Anunciação do Senhor, e no evangelho nos recordamos do “sim” de Maria, um sim que trouxe consigo também muitos “nãos”. Que a exemplo de Jesus e de Maria, possamos fazer da paixão de Cristo a nossa paixão também. Afinal, o sentido último da Paixão de Cristo não é a morte em si, mas a vida, a Ressurreição. Assim, nosso sofrimento não tem um fim em si mesmo, mas é um passo rumo à Vida Eterna. 


Que possamos dizer a cada dia com São Paulo: “Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição” (Rm 6, 4s).




Rogério Krüger Junior - Missionário Consagrado Arca da Aliança


 


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