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15.Jun - Comunhão: O que é e quem pode recebê-la?
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Comunhão: O que é e quem pode recebê-la?


O Santíssimo Sacramento não é um mero símbolo, e a comunhão não é um mero ritual de partilha


É muito comum vermos, nas Missas dominicais, a imensa maioria das pessoas entrando na fila da comunhão. Uma questão então se levanta: “Será que todas essas pessoas estão em condições de comungar?”. Afinal, Deus escreveu pelas mãos de São Paulo:


“Todo aquele que comer do Pão ou beber do Cálice do Senhor indignamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte, que cada um examine a si mesmo antes de comer deste Pão e beber deste cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo come e bebe sua própria condenação” (1Cor 11,27-29).


O novo Catecismo cita também o que São Justino escreveu: “A ninguém é permitido participar da Eucaristia, senão aquele que, admitindo como verdadeiros os nossos ensinamentos e tendo sido purificado pelo batismo para a remissão dos pecados e a regeneração, levar uma vida como Cristo ensinou” (CIC 1355).


Por que isso ocorre? Por que nem todos podem comungar?


O sentido da comunhão


Isso ocorre, porque o Santíssimo Sacramento não é um mero símbolo, e a comunhão não é um mero ritual de partilha. O Santíssimo Sacramento é Nosso Senhor Jesus Cristo, realmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. A palavra “comunhão”, usada como maneira de referir-se à recepção do Santíssimo Sacramento, tem um sentido muito mais pleno que o que se poderia supor. Chamamos a recepção do Santíssimo Sacramento de “comunhão”, pois é da Eucaristia do Santíssimo Sacramento que vem a unidade da Igreja.


A Igreja, como Deus escreveu pela mão de São Paulo, é o Corpo de Cristo. Ao recebermos o Santíssimo Sacramento, que é Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, nós nos unimos mais à Igreja. “O pão que partimos não é comunhão com o Corpo de Cristo? Visto que há um só Pão, nós, embora muitos, formamos um só Corpo, nós todos que participamos do mesmo Pão” (1Cor 10,17).


Assim, comungar não significa simplesmente receber a Hóstia consagrada, muito menos mastigar um pedacinho de pão. É Nosso Senhor que recebemos, e d’Ele nos alimentamos, para que mais nos unamos à Igreja. Não se trata de um ato sem qualquer significado; é uma ação que realmente nos transforma, é uma participação na divindade de nosso Senhor Jesus Cristo. É por isso que a Igreja manda que comunguemos de joelhos ou, ao menos, façamos um gesto de respeito, como uma genuflexão, antes de comungar. “Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue permanece em Mim e Eu nele”, disse Nosso Senhor (Jo 6,57).


Para que isso ocorra, porém, como já lemos nas citações de São Paulo e São Justino, acima, é necessário que “examinemos a nós mesmos”, para vermos se “levamos uma vida como Cristo ensinou”, se “discernimos o Corpo”. O que é o Corpo de Cristo? É a Igreja. Quem nos ensina a levar uma vida como Cristo ensinou? A Igreja. Se nós nos separarmos da Igreja, se nós não, como diz São Justino, “admitirmos como verdadeiros os ensinamentos” da Igreja, nós não poderemos comungar. Afinal, comungar é participar na Santidade de Cristo, na Santidade do Corpo de Cristo, que é a Igreja.


Receber o Santíssimo Sacramento sem estar em condições é “comer e beber a sua própria condenação”.


 


 



Fonte: Canção Nova

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