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29.Jun - O pescador que foi...
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O pescador que foi...

A vida do pescador é repleta de sabedoria e ensinamentos, para ele mesmo e para aqueles que estão ao seu redor e se deixam conduzir pela vida simples e nobre que é oferecida por esta profissão, ou melhor, por este dom.


Meu pai tinha este dom, além da profissão de professor ele pescava para ajudar na renda da casa. A grande lagoa de Imaruí (SC) lhe permitia grandes encontros com Deus, consigo mesmo e com o amigo. Todo pescador tem por tradição ter somente um companheiro oficial de pesca, chamávamos de seu Zequinha, homem difícil de convivência, mas depois de tantas madrugadas de trabalho formou-se um homem amigo, e  com meu pai se formaram grandes homens de pesca e de amizade. Meu pai, um grande amigo! 


José Basílio se comprometeu com Deus a dar-nos o sustento em nossa mesa, além de pescar peixes na Lagoa de Imaruí “pescava” nos filhos, com tarrafas cheias de admiração, carinhos afetuosos e amor, esta pescaria era sempre certeira. Muitas manhãs frias via meu pai chegar de bicicleta, na garupa a caixa de isopor que trazia o que pescava, as roupas molhadas, as vezes as mãos machucadas por algum peixe , o físico cansado, mas o olhar era sempre o mesmo que dizia sem falar: “ como os amo e faço tudo isto por amor”! Pelo seu jeito de chegar já sabia do resultado da pesca, onde quer que eu estivesse, saía-lhe ao encontro depois de ouvir ao longe ainda seu assubiu e seu canto de Nossa Senhora. O cheiro do seu abraço esmagante é inesquecível e incomparável. Sempre trazia uma flor vitória régia para colocar no altarzinho de Nossa Senhora, por ele feito. Minha função era colocar o copo com água e deixar lá a flor. Quando a caixa estava cheia, ele com muito orgulho de trabalho cumprido me dizia: “olha Bugrinha, hoje foi muito boa a pesca, este maior será para nosso almoço!” Mas quando não tinha peixe me dizia: “hoje não foi tão boa a pesca , vou precisar ir novamente esta semana”, com isto não se abatia. Ele sabia lidar com o ganho e com as perdas. Meus irmãos podem confirmar que, nosso pai nos ensinou que na vida temos muitas noites escuras e frias, mas com Deus podemos superá-las e viver com agrado aos olhos de Deus. Na sua arte de pescar foi um grande pai.


Um homem com a bela arte de viver como amigo, pai, esposo carinhoso e muito íntimo de Deus. Relatava-me em algumas pescarias que fazíamos juntos, os inúmeros milagres vividos pela intercessão de Nossa Senhora em sua vida, contava sua história e com elas formavam também a minha história. Partilhávamos nossas experiências com Deus e sobre nosso desejo pelo céu. A cada tarrafada era uma surpresa, umas cheias de peixes seguiam-se de muitas risadas e outras na falta de peixes vinham a  esperanças de lançar as redes em outro lugar.


Tinha plena consciência da sua missão, de cuidar de sua família e evangelizar, quando não conseguisse fazer mais isto ele dizia que Deus já não estaria mais precisando dele aqui na terra, então “terminando sua missão poderia receber sua coroa da vitória”. Sua fidelidade lhe garantiu uma feliz páscoa. Hoje meu pai é um grande pescador e intercessor lá no céu.




29 de Junho – dia do Pescador




Gilcéia José Fernandes - Missionária Consagrada Arca da Aliança



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