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27.Set - Suicídio
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Suicídio

 


O ato de morrer não acontece de uma hora para outra, vai se construindo no decorrer do desenvolvimento humano. A vida nas várias fases do desenvolvimento até a morte é o resultado dessa interação interna de vida e morte.  Vivemos um tempo em que agimos mecanicamente na maioria das situações, resolvemos tudo de hoje para amanhã sem pensar nas consequências das nossas escolhas. A dinâmica frenética do dia a dia acaba causando dores psíquicas, perdas afetivas proporcionando um prejuízo imenso ao emocional humano. A dor emocional de certa forma desconsiderada e banalizada em nossa cultura por muito tempo vem deixando as pessoas sem saídas para suas questões, pois negam e sentem vergonha de assumir a condição de doentes. Várias são as maneiras e os motivos que levam ao suicídio, desde a violência seja ela em qualquer dimensão, uso de drogas lícitas ou ilícitas, além de doenças mentais que contribuem para que a pessoa não consiga encontrar dentro de si um equilíbrio. O suicídio seja de forma consciente ou inconsciente é a única saída para aliviar uma dor que é imensurável, a dor psíquica, dor da alma.  Depressão, transtornos afetivos como a bipolaridade, as psicoses entre elas a esquizofrenia; bulimia, anorexia principalmente entre os jovens onde o índice de suicídio é alarmante são cada vez mais comuns. A dor emocional é tão grande que é melhor morrer, a pessoa vai sentindo-se desnecessária, perde o sentido de existir. Os adolescentes, nessa transição para a idade adulta, até porque é natural, neste tempo, o desequilíbrio emocional, pois transitam entre o ser criança e o ser adulto, ficam mais vulneráveis, pois, se deparam com a falta de carinho e atenção, e tem que assumir responsabilidades com as quais ainda não conseguem lidar. Muitas vezes não tem oportunidade de expressar seus próprios pensamentos, não conseguem ser ouvidos, devido a dinâmica do dia a dia em que se prioriza o trabalho, o bem estar social e financeiro. Outro extremo de risco suicida é na velhice tempo em que o idoso já não se sente capaz, perde o controle sobre si mesmo e suas escolhas, não é ouvido e muito menos considerado socialmente pelos mais jovens que os tem como ultrapassados. Muitos idosos chegam a perder seu espaço na sociedade e na família ou ainda perdem o direito de usufruir o que foi conquistado durante toda uma vida. Se olharmos a nossa volta, veremos estas e outras situações que induzem as pessoas a perderem o verdadeiro sentido de viver e existir. Hoje nos deparamos com uma sociedade doente pela falta de amor e atenção, pela falta da escuta e de compreensão. Não paramos mais para ouvir o outro, para contemplar a natureza, ou perceber o que acontece a nossa volta. Estamos tão ocupados que na maioria das vezes não queremos nem pensar que o outro está precisando falar ou até que temos muitos “outros” perto de nós. Não temos tempo de perguntar ou perceber se o outro está gostando ou não do que estamos fazendo ou falando. É muito melhor dizer o que ele precisa fazer do que ouvir o que realmente quer ou pensa. As pessoas tem vergonha, medo de falar sobre si mesmas, não querem se deparar com suas fraquezas tudo fere, dói é humilhante. O ser humano vive uma cultura do “ser forte”, “dar conta” sempre achando que tem o poder em suas mãos. Outros se sentem tão indignos que acham melhor tirar a própria vida, pois tamanha é a dor do desprezo, desamparo e solidão que não aguentam mais viver. Cada pessoa precisa refletir sobre si mesma, procurar ajuda, falar o que sente. Também nós precisamos estar atentos ao outro, mais próximo, para ouvi-lo. A melhor forma de identificar um pensamento/sentimento suicida é pela “escuta”. Perceber a dor psíquica que muitas vezes é encarada como de menor importância do que a dor física. Muitas pessoas falam da falta de esperança, palavras como “não aguento mais”, “minha vida não tem mais jeito”, “meus pais brigam o tempo todo”, “minha vida não tem sentido” “eu prefiro morrer” são frases de quem não tem perspectiva de futuro principalmente entre os jovens, adolescentes e idosos. Os sentimentos de culpa, a baixa autoestima, ver a vida de forma negativa vão se revelando através de escritos, desenhos ou até mesmo das falas que muitas vezes são consideradas como “brincadeiras” “bobagens”, porém, são pontos importantes e precisam ser relevados, ouvidos são indícios de que a pessoa está precisando falar. Os fatores mais relevantes que induzem o ser humano a matar-se são os fatores sócios culturais e psicológicos que estão estruturados na personalidade humana, na sua vivencia diária. Mudanças de hábitos e de valores morais, sociais e espirituais contribuem para uma vida saudável. A morte para nós é muito difícil, ninguém quer falar sobre ela, afinal quem gosta de perder??? Passamos nossa vida inteira sofrendo quando perdemos algum bem material, pessoas que amamos e quando não conseguimos realizar um sonho. Sempre queremos ouvir discursos e palestras que nos ensinem a ganhar sempre, por isso ouvir a dor do outro é a arte de viver plenamente a cada dia o verdadeiro sentido da vida.


Maria Lúcia Lehm – Missionária Consagrada Arca da Aliança


 


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