“Eis o meu Corpo e meu Sangue”: A Eucaristia como centro da vida consagrada
A Eucaristia, para nós como Arca, é o centro e o cume da nossa vocação. No sacrário, buscamos Jesus, o Amado, procurando, segundo nossas regras, visitá-lo muitas vezes ao dia. Com pequenos gestos de amor, nós é que crescemos e fortalecemos nossa aliança com Ele. Na adoração, quando Ele está exposto no Santíssimo Sacramento, nos colocamos reverentes, de joelhos ou prostrados.
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26.07.2025 - 10:00:00 | 4 minutos de leitura

“Eis o meu Corpo e meu Sangue”: A Eucaristia como centro da vida consagradaO caminho da vida consagrada não é nada mais que um caminho de configuração a Jesus; é segui-lo, como todos os cristãos o devem fazer, porém, estes devem segui-lo mais de perto. E o modo como Nosso Senhor, em seu amor por nós, escolheu ficar conosco vivo foi pelo Sacramento da Eucaristia. Sendo assim, um consagrado não pode existir sem a Eucaristia.
A Eucaristia, para nós como Arca, é o centro e o cume da nossa vocação. No sacrário, buscamos Jesus, o Amado, procurando, segundo nossas regras, visitá-lo muitas vezes ao dia. Com pequenos gestos de amor, nós é que crescemos e fortalecemos nossa aliança com Ele. Na adoração, quando Ele está exposto no Santíssimo Sacramento, nos colocamos reverentes, de joelhos ou prostrados. Buscamos diminuir, reconhecendo a grandeza do Senhor e cumprindo ali o mandato de honrá-lo, dedicando nesse tempo tudo para sua glória — não indiretamente, como o fazemos pelas demais ações, mas diretamente. Esta ação está para o louvor de sua glória. Quando celebramos a Eucaristia no sacrifício da Missa, contemplamos um Deus que continua se ofertando para ser alimento para nós. Comemos, comungamos de seu Corpo e seu Sangue e encontramos ali a fonte da força e da alegria. Pão que mata a fome, verdadeira bebida que sacia toda a sede.
A Eucaristia se faz alimento do consagrado, ou seja, o que nutre, mas também modelo do consagrado. Nós também somos chamados a essa oferta, ao ponto de se tornar também para o outro alimento. Há uma expressão em nossos estatutos que fala de um coração eucarístico. O coração eucarístico nada mais é do que aquele que compreendeu que ele se alimenta de Deus para alimentar muitos outros com seu próprio corpo e sangue.Celebramos um grande mistério de amor, onde o Sagrado, o Divino está invisível aos olhos. Vemos pão e vinho, sentimos gosto e cheiro de pão e vinho. No entanto, não é o que parece: é o Corpo e Sangue do Senhor. Também em quem se consagrou há uma transformação espiritual, muitas vezes não visível aos olhos. Os mesmos olhos, o sorriso, a voz, mas, parafraseando São Paulo: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim.”
Tudo que um consagrado precisa para ser fiel é unir-se profundamente a Jesus, e ele não pode viver sem a Eucaristia. As pessoas que foram escolhidas por Jesus não são heróis. Nenhuma pessoa chamada, separada por Ele para uma vocação especial, sequer conhece o motivo de ter sido escolhida. E, sem dúvida, se já trilhou um caminho mínimo de maturidade, sabe que não é por mérito seu, mas pela misericórdia de Deus. Sendo assim, sabe de sua condição frágil. É fato: não podemos viver sem Ele. A cada Eucaristia, experimentamos um pouco do céu, ou seja, a união com Jesus, que, na eternidade, será vivida em sua plenitude.
Na Missa, podemos contemplar claramente as três vias clássicas da espiritualidade cristã. Na primeira parte da Missa, com o ato penitencial, vivemos a dimensão purgativa: pedimos perdão para, com mais dignidade, receber Jesus. Por meio da liturgia da Palavra, vivemos a dimensão iluminativa da liturgia. Por meio das Escrituras, somos iluminados; a escuta da Palavra abre nossos ouvidos e olhos para a verdade de Deus. Mas, ao comungar, Deus entra em nós: o comemos, engolimos, Deus vai para dentro de nós — literalmente falando. Ou seja, existe ali uma união. O Corpo e o Sangue d’Ele agora também são meus. Mistério de amor e condição indispensável para viver para Ele. Por graça, ficou conosco por meio da Eucaristia.Em nossa Comunidade, cada casa, e até ambiente de trabalho, desde os inícios da Comunidade, sempre contaram com a presença de Jesus Eucarístico. Não podemos viver sem sua presença!
Cristiane Liberato – Moderadora Geral da Comunidade
“Eis o meu Corpo e meu Sangue”: A Eucaristia como centro da vida consagrada
O caminho da vida consagrada não é nada mais que um caminho de configuração a Jesus; é segui-lo, como todos os cristãos o devem fazer, porém, estes devem segui-lo mais de perto. E o modo como Nosso Senhor, em seu amor por nós, escolheu ficar conosco vivo foi pelo Sacramento da Eucaristia. Sendo assim, um consagrado não pode existir sem a Eucaristia.
A Eucaristia, para nós como Arca, é o centro e o cume da nossa vocação. No sacrário, buscamos Jesus, o Amado, procurando, segundo nossas regras, visitá-lo muitas vezes ao dia. Com pequenos gestos de amor, nós é que crescemos e fortalecemos nossa aliança com Ele. Na adoração, quando Ele está exposto no Santíssimo Sacramento, nos colocamos reverentes, de joelhos ou prostrados. Buscamos diminuir, reconhecendo a grandeza do Senhor e cumprindo ali o mandato de honrá-lo, dedicando nesse tempo tudo para sua glória — não indiretamente, como o fazemos pelas demais ações, mas diretamente. Esta ação está para o louvor de sua glória. Quando celebramos a Eucaristia no sacrifício da Missa, contemplamos um Deus que continua se ofertando para ser alimento para nós. Comemos, comungamos de seu Corpo e seu Sangue e encontramos ali a fonte da força e da alegria. Pão que mata a fome, verdadeira bebida que sacia toda a sede.
A Eucaristia se faz alimento do consagrado, ou seja, o que nutre, mas também modelo do consagrado. Nós também somos chamados a essa oferta, ao ponto de se tornar também para o outro alimento. Há uma expressão em nossos estatutos que fala de um coração eucarístico. O coração eucarístico nada mais é do que aquele que compreendeu que ele se alimenta de Deus para alimentar muitos outros com seu próprio corpo e sangue.
Celebramos um grande mistério de amor, onde o Sagrado, o Divino está invisível aos olhos. Vemos pão e vinho, sentimos gosto e cheiro de pão e vinho. No entanto, não é o que parece: é o Corpo e Sangue do Senhor. Também em quem se consagrou há uma transformação espiritual, muitas vezes não visível aos olhos. Os mesmos olhos, o sorriso, a voz, mas, parafraseando São Paulo: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim.”
Tudo que um consagrado precisa para ser fiel é unir-se profundamente a Jesus, e ele não pode viver sem a Eucaristia. As pessoas que foram escolhidas por Jesus não são heróis. Nenhuma pessoa chamada, separada por Ele para uma vocação especial, sequer conhece o motivo de ter sido escolhida. E, sem dúvida, se já trilhou um caminho mínimo de maturidade, sabe que não é por mérito seu, mas pela misericórdia de Deus. Sendo assim, sabe de sua condição frágil. É fato: não podemos viver sem Ele. A cada Eucaristia, experimentamos um pouco do céu, ou seja, a união com Jesus, que, na eternidade, será vivida em sua plenitude.
Na Missa, podemos contemplar claramente as três vias clássicas da espiritualidade cristã. Na primeira parte da Missa, com o ato penitencial, vivemos a dimensão purgativa: pedimos perdão para, com mais dignidade, receber Jesus. Por meio da liturgia da Palavra, vivemos a dimensão iluminativa da liturgia. Por meio das Escrituras, somos iluminados; a escuta da Palavra abre nossos ouvidos e olhos para a verdade de Deus. Mas, ao comungar, Deus entra em nós: o comemos, engolimos, Deus vai para dentro de nós — literalmente falando. Ou seja, existe ali uma união. O Corpo e o Sangue d’Ele agora também são meus. Mistério de amor e condição indispensável para viver para Ele. Por graça, ficou conosco por meio da Eucaristia.
Em nossa Comunidade, cada casa, e até ambiente de trabalho, desde os inícios da Comunidade, sempre contaram com a presença de Jesus Eucarístico. Não podemos viver sem sua presença!
Cristiane Liberato – Moderadora Geral da Comunidade
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