40 anos de fidelidade: a história de Deus escrita na nossa Comunidade
A história da Arca, ao longo destes 40 anos, também contempla a fidelidade de Deus em meio a caminhos nos quais nem tudo foi perfeito. E isso nos revela algo fundamental: esta obra é de Deus! Somos um ramo na videira da Igreja, uma obra que carrega, em sua história, também suas imperfeições, mas que, pela graça de Deus, permanece aqui, mais bela e mais firme do que nunca.
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04.09.2026 - 15:00:00 | 3 minutos de leitura
Ao longo de todo este ano, estamos celebrando nossos 40 anos de fundação, recordando, de modo muito belo, a passagem de Deus ao longo de toda a nossa história. Encanta-me particularmente reconhecer, nas Sagradas Escrituras, os caminhos de um Deus que age também por meio de instrumentos frágeis e imperfeitos. Os textos do Novo Testamento, por exemplo, tratam os apóstolos com reverência, sem, no entanto, esconder de nós suas fragilidades pessoais: características de temperamento, interesses próprios, falta de fé, incompreensões e tantas outras limitações.A história da Arca, ao longo destes 40 anos, também contempla a fidelidade de Deus em meio a caminhos nos quais nem tudo foi perfeito. E isso nos revela algo fundamental: esta obra é de Deus! Somos um ramo na videira da Igreja, uma obra que carrega, em sua história, também suas imperfeições, mas que, pela graça de Deus, permanece aqui, mais bela e mais firme do que nunca.Como Arca, neste tempo jubilar, alegramo-nos e precisamos celebrar a vitória de Deus em nossas vidas. Vem muito a propósito aquilo que o Papa Francisco escreveu no Ano da Vida Consagrada: devemos “olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança”.Olhar o passado com gratidão não significa viver de saudosismo ou de apego. Significa contemplar nossa história para reconhecer a ação de Deus, preservar a inspiração inicial e permanecer fiéis ao carisma e ao chamado que recebemos. A gratidão pelo passado nos permite voltar às fontes, não para permanecer nelas, mas para reencontrar a inspiração que nos faz caminhar.Viver o presente com paixão, para nós, significa comprometermo-nos com o hoje, assumindo a nossa parte nesta história como continuadores e protagonistas deste caminho. Não somos apenas herdeiros de uma história que outros construíram; somos também responsáveis por aquilo que Deus quer escrever através de nós neste tempo.Abraçar o futuro com esperança significa, acima de tudo, não alimentar ilusões, mas cultivar no coração o verdadeiro otimismo cristão: aquele que consegue enxergar, nesta geração, uma grande possibilidade de santidade e a capacidade de aderir, de modo definitivo, ao projeto de Deus. Não podemos olhar para o mundo e enxergá-lo como perdido. Precisamos reconhecer, justamente onde estamos, a provocação e o chamado a sermos, neste mundo, “um sinal da presença de Deus”.Estes 40 anos, iluminados pelas Sagradas Escrituras, encerram um tempo para nós e inauguram um tempo novo: um tempo de maior maturidade, de maior responsabilidade e de renovado compromisso com a causa do carisma que recebemos.Como Arca, não abraçamos simplesmente uma regra, uma estrutura ou um ideal. Abraçamos uma pessoa: Jesus Cristo. É Ele quem nos chama a configurar nosso coração ao Seu Coração, a ter com Ele um coração indiviso. E, sendo “todo Dele”, seremos também, cada vez mais, todo do irmão, na fraternidade e na missão.Podemos olhar para essa história e realmente exclamar: “Até aqui o Senhor nos ajudou” (1 Sm 7,12), e ainda dizer a Ele: “Completai em nós a obra começada” (Sl 137).Quarenta anos de história. Quarenta anos de fidelidade. Quarenta anos nos quais, apesar de nós, Deus continuou escrevendo a Sua história na história da Arca.
Cristiane LiberatoModeradora Geral da Comunidade Católica Arca da Aliança
Ao longo de todo este ano, estamos celebrando nossos 40 anos de fundação, recordando, de modo muito belo, a passagem de Deus ao longo de toda a nossa história. Encanta-me particularmente reconhecer, nas Sagradas Escrituras, os caminhos de um Deus que age também por meio de instrumentos frágeis e imperfeitos. Os textos do Novo Testamento, por exemplo, tratam os apóstolos com reverência, sem, no entanto, esconder de nós suas fragilidades pessoais: características de temperamento, interesses próprios, falta de fé, incompreensões e tantas outras limitações.
A história da Arca, ao longo destes 40 anos, também contempla a fidelidade de Deus em meio a caminhos nos quais nem tudo foi perfeito. E isso nos revela algo fundamental: esta obra é de Deus! Somos um ramo na videira da Igreja, uma obra que carrega, em sua história, também suas imperfeições, mas que, pela graça de Deus, permanece aqui, mais bela e mais firme do que nunca.
Como Arca, neste tempo jubilar, alegramo-nos e precisamos celebrar a vitória de Deus em nossas vidas. Vem muito a propósito aquilo que o Papa Francisco escreveu no Ano da Vida Consagrada: devemos “olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança”.
Olhar o passado com gratidão não significa viver de saudosismo ou de apego. Significa contemplar nossa história para reconhecer a ação de Deus, preservar a inspiração inicial e permanecer fiéis ao carisma e ao chamado que recebemos. A gratidão pelo passado nos permite voltar às fontes, não para permanecer nelas, mas para reencontrar a inspiração que nos faz caminhar.
Viver o presente com paixão, para nós, significa comprometermo-nos com o hoje, assumindo a nossa parte nesta história como continuadores e protagonistas deste caminho. Não somos apenas herdeiros de uma história que outros construíram; somos também responsáveis por aquilo que Deus quer escrever através de nós neste tempo.
Abraçar o futuro com esperança significa, acima de tudo, não alimentar ilusões, mas cultivar no coração o verdadeiro otimismo cristão: aquele que consegue enxergar, nesta geração, uma grande possibilidade de santidade e a capacidade de aderir, de modo definitivo, ao projeto de Deus. Não podemos olhar para o mundo e enxergá-lo como perdido. Precisamos reconhecer, justamente onde estamos, a provocação e o chamado a sermos, neste mundo, “um sinal da presença de Deus”.
Estes 40 anos, iluminados pelas Sagradas Escrituras, encerram um tempo para nós e inauguram um tempo novo: um tempo de maior maturidade, de maior responsabilidade e de renovado compromisso com a causa do carisma que recebemos.
Como Arca, não abraçamos simplesmente uma regra, uma estrutura ou um ideal. Abraçamos uma pessoa: Jesus Cristo. É Ele quem nos chama a configurar nosso coração ao Seu Coração, a ter com Ele um coração indiviso. E, sendo “todo Dele”, seremos também, cada vez mais, todo do irmão, na fraternidade e na missão.
Podemos olhar para essa história e realmente exclamar: “Até aqui o Senhor nos ajudou” (1 Sm 7,12), e ainda dizer a Ele: “Completai em nós a obra começada” (Sl 137).
Quarenta anos de história. Quarenta anos de fidelidade. Quarenta anos nos quais, apesar de nós, Deus continuou escrevendo a Sua história na história da Arca.
Cristiane Liberato
Moderadora Geral da
Comunidade Católica Arca da Aliança
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