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A beleza do celibato pelo Reino

A vida celibatária traz uma dimensão profética para o mundo. Pois, pela sua simples existência, mostra qual será a condição final do homem. No Evangelho de São Lucas, Jesus explica: “Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, mas os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido. Eles jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, porque são ressuscitados.” (Lc 20, 34-36)

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28.07.2026 - 15:36:00 | 3 minutos de leitura

A beleza do celibato pelo Reino

Por que alguém escolhe entregar toda a vida a Deus? 
A beleza do celibato pelo Reino

“Nem todos são capazes de compreender o sentido dessa palavra, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda." 
(Mt 19, 11-12). Para a mentalidade hebraica do tempo de Jesus, o casamento não era apenas uma escolha pessoal, mas também uma obrigação moral e religiosa. Havia aqueles que não se casavam, por serem “eunucos” de nascença ou terem sido feitos “eunucos” por outras circunstâncias da vida. Mas a decisão de não se casar por amor ao Reino dos Céus era uma novidade que Jesus acabava de revelar.

Com Jesus, é instituído um novo estado de vida: a virgindade ou o celibato motivado pela vinda do Reino. A decisão pelo celibato, portanto, é uma resposta de amor e de gratidão, dada por quem acolheu um carisma, um dom de Deus. O próprio Jesus diz que nem todos compreenderão, “somente aqueles a quem foi dado”. Aquele que entendeu o sentido dessa palavra, que recebeu um chamado, não vê outra forma de respondê-lo a não ser ofertando-se inteiramente a Deus.
A vida celibatária traz uma dimensão profética para o mundo. Pois, pela sua simples existência, mostra qual será a condição final do homem. No Evangelho de São Lucas, Jesus explica: “Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, mas os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido. Eles jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, porque são ressuscitados.” (Lc 20, 34-36)
O celibatário lembra aos casados que o matrimônio é santo e belo, criado por Deus e imagem das núpcias entre Cristo e a Igreja, mas, na eternidade, não haverá “maridos” e “esposas”, e sim, uma perfeita união entre nós e Deus. O celibatário deve ser como uma seta, apontando continuamente para o alto, sinal da presença de Deus no mundo.

Toda a capacidade de amar do celibatário deve ser destinada a Deus, o que exige uma renúncia livre e alegre de qualquer outro amor que possa dividir o seu coração. Esse coração indiviso, que escolhe “amar a Deus de todo o coração”, é impulsionado a sair de si para servir aos outros, para amar a Deus no outro. Essa universalidade do amor é consequência de um profundo relacionamento com Deus, de quem experimenta uma intimidade com Seu Espírito, capaz de gerar vida e vida em abundância. O celibatário se torna “pai”/“mãe” de muitos filhos, como um sinal de sua paternidade/maternidade espiritual.
“Nossa obra mais importante é manter a castidade de Deus, ou seja, manter no coração o amor, amar como Jesus ama. Portanto, para ser puro, não é preciso tolher o coração e nele reprimir o amor. É preciso dilatá-lo segundo a medida do Coração de Jesus e amar a todos.” (Chiara Lubich, Escritos Espirituais, 1998)
O Celibato pelo Reino dos Céus continua sendo sinal de esperança para o nosso mundo e testemunho de fé para o povo! Nós nos alegramos com nossos irmãos e irmãs em Cristo que abraçaram este estado de vida e pedimos ao Senhor que suscite mais e mais vocações.
Maria, Mãe das Vocações, Arca da Aliança, rogai por nós! 

Dayane Ferreira Santos
Missionária Consagrada da 
Comunidade Católica Arca da Aliança

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