A missão nas pequenas coisas
Papa Francisco, na sua exortação apostólica Gaudete et Exsultate sobre a chamada à santidade no mundo atual, nos ensina que, para ser santo, não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso, mas todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. Portanto, seja no seio familiar, ambiente de trabalho, escola, faculdade, grupo ou pastoral em que servimos, podemos assumir essa missão de ser luzeiros do amor de Deus.
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01.10.2026 - 09:00:00 | 3 minutos de leitura

Quando iniciamos na caminhada da fé, muitas vezes podemos nos equivocar ao pensar que são necessários grandes feitos para trilharmos o caminho de santidade. Nós nos comparamos aos mártires, religiosos, virgens consagradas e vários outros santos que, por meio de grandes obras, ainda hoje são para nós expressão viva do Evangelho.Papa Francisco, na sua exortação apostólica Gaudete et Exsultate sobre a chamada à santidade no mundo atual, nos ensina que, para ser santo, não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso, mas todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. Portanto, seja no seio familiar, ambiente de trabalho, escola, faculdade, grupo ou pastoral em que servimos, podemos assumir essa missão de ser luzeiros do amor de Deus.Olhemos para o exemplo da Sagrada Família: Nossa Senhora e São José, mesmo com a missão de proteger, cuidar e educar o Filho de Deus, não deixaram de assumir o dever que lhes cabia ou a atitude a que eram chamados em cada ocasião, não deixando, por exemplo, de cumprir seus deveres diários em casa e no trabalho, obedecer à lei e à religião na qual foram educados, como nos é relatado em Lucas 2, 22-24, mas viveram tudo com amor e entrega total de si.Talvez a este ponto você se questione como viver esta entrega de amor na realidade em que está inserido, por considerar injusta a comparação com tamanho grau de santidade.A Pequena Via, da qual nos fala Santa Teresinha do Menino Jesus, simplifica para nós tal explicação ao escrever que “a santidade não consiste em grandes obras, mas em pequenas coisas feitas com amor”, e ainda completa: “Nada é pequeno se feito com amor”. Isso nos convida a ter um olhar mais sensível e maduro sobre a vida e a forma como gerenciamos nossos afazeres. Essa jovem santa nos ensina que é na busca constante da humildade, no amor à pequenez e na realização honrosa do nosso dever de cada dia que podemos encontrar diversas ocasiões para agradar ao Coração de Jesus. Portanto, quando for cozinhar, cozinhe com amor; quando for ensinar ou corrigir, faça-o com amor; se for preciso mais paciência para lidar com alguém ou com alguma situação, faça-o também com amor. Pois, quando colocamos o amor como missão, tudo se renova, a começar por nossa forma de assumir uma nova postura, seja diante de uma missão, de momentos de alegria ou mesmo diante dos sofrimentos. Assim, pouco a pouco, dia após dia, podemos trilhar nosso caminho rumo ao Céu.Que Santa Teresinha interceda por nós, nos Céus, para que aumente o amor em nossos corações e possamos ser, verdadeiramente, merecedores da misericórdia de Deus. Santa Teresinha, rogai por nós.
Quécia PereiraMissionária Consagrada da Comunidade Católica Arca da Aliança
Quando iniciamos na caminhada da fé, muitas vezes podemos nos equivocar ao pensar que são necessários grandes feitos para trilharmos o caminho de santidade. Nós nos comparamos aos mártires, religiosos, virgens consagradas e vários outros santos que, por meio de grandes obras, ainda hoje são para nós expressão viva do Evangelho.
Papa Francisco, na sua exortação apostólica Gaudete et Exsultate sobre a chamada à santidade no mundo atual, nos ensina que, para ser santo, não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso, mas todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. Portanto, seja no seio familiar, ambiente de trabalho, escola, faculdade, grupo ou pastoral em que servimos, podemos assumir essa missão de ser luzeiros do amor de Deus.
Olhemos para o exemplo da Sagrada Família: Nossa Senhora e São José, mesmo com a missão de proteger, cuidar e educar o Filho de Deus, não deixaram de assumir o dever que lhes cabia ou a atitude a que eram chamados em cada ocasião, não deixando, por exemplo, de cumprir seus deveres diários em casa e no trabalho, obedecer à lei e à religião na qual foram educados, como nos é relatado em Lucas 2, 22-24, mas viveram tudo com amor e entrega total de si.
Talvez a este ponto você se questione como viver esta entrega de amor na realidade em que está inserido, por considerar injusta a comparação com tamanho grau de santidade.
A Pequena Via, da qual nos fala Santa Teresinha do Menino Jesus, simplifica para nós tal explicação ao escrever que “a santidade não consiste em grandes obras, mas em pequenas coisas feitas com amor”, e ainda completa: “Nada é pequeno se feito com amor”. Isso nos convida a ter um olhar mais sensível e maduro sobre a vida e a forma como gerenciamos nossos afazeres. Essa jovem santa nos ensina que é na busca constante da humildade, no amor à pequenez e na realização honrosa do nosso dever de cada dia que podemos encontrar diversas ocasiões para agradar ao Coração de Jesus. Portanto, quando for cozinhar, cozinhe com amor; quando for ensinar ou corrigir, faça-o com amor; se for preciso mais paciência para lidar com alguém ou com alguma situação, faça-o também com amor. Pois, quando colocamos o amor como missão, tudo se renova, a começar por nossa forma de assumir uma nova postura, seja diante de uma missão, de momentos de alegria ou mesmo diante dos sofrimentos. Assim, pouco a pouco, dia após dia, podemos trilhar nosso caminho rumo ao Céu.
Que Santa Teresinha interceda por nós, nos Céus, para que aumente o amor em nossos corações e possamos ser, verdadeiramente, merecedores da misericórdia de Deus.
Santa Teresinha, rogai por nós.
Quécia Pereira
Missionária Consagrada da
Comunidade Católica Arca da Aliança
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