Celibato: Um choque de realidade!
Compreendi que o Celibato não é para aqueles que não querem casar. Muito pelo contrário! Ofertar meus dons e desejos a Deus se tornaria uma grande entrega justamente por reconhecer o imenso valor, a riqueza e a santidade da vocação matrimonial. Deus me deixava livre para escolher qualquer vocação. Eu poderia ser muito feliz constituindo uma família, como sempre desejei, mas também percebia a realização de uma vida ofertada inteiramente a Deus, a serviço do Seu Reino. As experiências de uma vida de entrega total a Ele acabaram sendo ainda mais valiosas para mim!
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09.10.2025 - 14:50:00 | 5 minutos de leitura

DEUS EXISTE. Quero que isso fique muito claro para você, porque se hoje estou aqui, se escolhi este caminho vocacional, não existe nenhuma outra explicação além desta: a existência de Deus! E ainda me pergunto como Ele conseguiu. Desde que me conheço por gente, a família sempre foi um ambiente especial e desejado por mim. Nasci e cresci em um lar maravilhoso. Não era perfeito, mas foi o melhor que poderia existir para mim. Meus pais e meus irmãos são a graça mais valiosa que tenho neste mundo. Minha família é o melhor lugar que existe!
Na adolescência e no início da juventude, entrei em crise de fé e identidade. Tentava encontrar meu lugar no mundo, descobrir quem eu era e o que queria. Amo viver e não queria gastar minha vida em projetos que não merecessem meu empenho. Lembro-me bem das inseguranças quanto ao futuro que brotavam em meu interior... Mas estava convicta dos anseios profundos da minha alma: gastar minha vida por uma causa nobre. Queria dedicar-me a fazer a diferença no mundo. Sonhava em ser cientista, aventurar-me na carreira de bióloga, gastar minha vida pela causa ambiental. Também desejava construir uma família, pois sabia que era um ideal nobre. Jamais imaginei ou desejei ser uma pessoa religiosa. Não gostava nem de rezar.
Ao fazer minha primeira experiência com Deus, em um retiro para mulheres em 2008, senti Sua Presença cuidando de mim em meio às minhas preocupações, angústias, sonhos e desejos. Percebi que poderia contar com Sua ajuda, pois Ele queria cuidar de mim! A partir dessa experiência do Seu amor, comecei a me entregar a Deus e a dizer que gostaria de fazer a Sua vontade, porque sabia que Ele tinha o melhor para minha vida. Em 2010, recebi o convite para ingressar no processo vocacional na Comunidade. Sem dúvidas, acreditei no amor que Deus tinha por mim e me abri ao que Ele queria me falar. Sentindo-me chamada por Ele, em 2011 larguei tudo para ofertar minha vida na evangelização. Nesse caminho, encantei-me com a vida missionária. Quanto mais mergulhava no conhecimento da fé, mais me apaixonava pela Santa Igreja e pelo Reino de Deus. Apaixonei-me por Deus ao percebê-Lo na generosidade e bondade das pessoas. Encontrei-O nos bastidores da evangelização, vi-O nos milagres das almas que se abrem à Sua graça.
Comecei a me perceber realizada. Notei nascer em mim a semente da vocação celibatária. Entrei em choque! Quase surtei. Não compreendia por que Deus me chamava ao Celibato, pois me identificava completamente com a vocação matrimonial. Foram quatro anos de muitas lágrimas e lutas, direção espiritual e partilhas para tentar me entender. Ao ler o livro Discernimento de estado de vida nas Novas Comunidades Católicas, de Ronaldo José de Sousa, deparei-me com este trecho no final, que me ajudou profundamente: “Quando não se tem apreço pelo matrimônio, não tem lugar a virgindade consagrada; quando a sexualidade humana não é considerada um grande valor dado pelo Criador, perde significado a renúncia pelo Reino dos Céus”. (SOUSA, 2016, p. 85)
Compreendi que o Celibato não é para aqueles que não querem casar. Muito pelo contrário! Ofertar meus dons e desejos a Deus se tornaria uma grande entrega justamente por reconhecer o imenso valor, a riqueza e a santidade da vocação matrimonial. Deus me deixava livre para escolher qualquer vocação. Eu poderia ser muito feliz constituindo uma família, como sempre desejei, mas também percebia a realização de uma vida ofertada inteiramente a Deus, a serviço do Seu Reino. As experiências de uma vida de entrega total a Ele acabaram sendo ainda mais valiosas para mim! Quero que perceba dois milagres extraordinários que Deus realizou: o primeiro, atrair-me ao Seu serviço; o segundo, ainda mais surpreendente, conquistar-me para uma união total a Ele, de corpo e alma.
Parece até egoísta, mas quanto mais sirvo as pessoas e a Igreja, mais O vejo, mais Ele se manifesta a mim. Muitas vezes me pergunto se não estou agindo por interesse (rsrsrs...). Mas é isso que me alimenta e é disso que tenho sede cada vez mais: de experimentá-Lo! A vida consagrada me enriqueceu com experiências que não troco por nada. Neste caminho que escolhi, experimentei Deus de forma tão intensa e concreta, que supera tudo o que é mais real nesta vida. Como disse Padre Douglas Pinheiro: “Deus é mais real que a própria realidade!”
A existência de Deus me atraiu. É impossível não acreditar na Sua presença. Quero, com minha vida, testemunhar ao mundo que Deus existe, que Ele é muito bom e que tem amor infinito por toda a humanidade! Essa é a causa mais nobre em que encontrei sentido para investir minha preciosa vida!
Angline Raffaeli Ossemer – Consagrada Arca da Aliança
DEUS EXISTE. Quero que isso fique muito claro para você, porque se hoje estou aqui, se escolhi este caminho vocacional, não existe nenhuma outra explicação além desta: a existência de Deus! E ainda me pergunto como Ele conseguiu. Desde que me conheço por gente, a família sempre foi um ambiente especial e desejado por mim. Nasci e cresci em um lar maravilhoso. Não era perfeito, mas foi o melhor que poderia existir para mim. Meus pais e meus irmãos são a graça mais valiosa que tenho neste mundo. Minha família é o melhor lugar que existe!
Na adolescência e no início da juventude, entrei em crise de fé e identidade. Tentava encontrar meu lugar no mundo, descobrir quem eu era e o que queria. Amo viver e não queria gastar minha vida em projetos que não merecessem meu empenho. Lembro-me bem das inseguranças quanto ao futuro que brotavam em meu interior... Mas estava convicta dos anseios profundos da minha alma: gastar minha vida por uma causa nobre. Queria dedicar-me a fazer a diferença no mundo. Sonhava em ser cientista, aventurar-me na carreira de bióloga, gastar minha vida pela causa ambiental. Também desejava construir uma família, pois sabia que era um ideal nobre. Jamais imaginei ou desejei ser uma pessoa religiosa. Não gostava nem de rezar.
Ao fazer minha primeira experiência com Deus, em um retiro para mulheres em 2008, senti Sua Presença cuidando de mim em meio às minhas preocupações, angústias, sonhos e desejos. Percebi que poderia contar com Sua ajuda, pois Ele queria cuidar de mim! A partir dessa experiência do Seu amor, comecei a me entregar a Deus e a dizer que gostaria de fazer a Sua vontade, porque sabia que Ele tinha o melhor para minha vida. Em 2010, recebi o convite para ingressar no processo vocacional na Comunidade. Sem dúvidas, acreditei no amor que Deus tinha por mim e me abri ao que Ele queria me falar. Sentindo-me chamada por Ele, em 2011 larguei tudo para ofertar minha vida na evangelização. Nesse caminho, encantei-me com a vida missionária. Quanto mais mergulhava no conhecimento da fé, mais me apaixonava pela Santa Igreja e pelo Reino de Deus. Apaixonei-me por Deus ao percebê-Lo na generosidade e bondade das pessoas. Encontrei-O nos bastidores da evangelização, vi-O nos milagres das almas que se abrem à Sua graça.
Comecei a me perceber realizada. Notei nascer em mim a semente da vocação celibatária. Entrei em choque! Quase surtei. Não compreendia por que Deus me chamava ao Celibato, pois me identificava completamente com a vocação matrimonial. Foram quatro anos de muitas lágrimas e lutas, direção espiritual e partilhas para tentar me entender. Ao ler o livro Discernimento de estado de vida nas Novas Comunidades Católicas, de Ronaldo José de Sousa, deparei-me com este trecho no final, que me ajudou profundamente: “Quando não se tem apreço pelo matrimônio, não tem lugar a virgindade consagrada; quando a sexualidade humana não é considerada um grande valor dado pelo Criador, perde significado a renúncia pelo Reino dos Céus”. (SOUSA, 2016, p. 85)
Compreendi que o Celibato não é para aqueles que não querem casar. Muito pelo contrário! Ofertar meus dons e desejos a Deus se tornaria uma grande entrega justamente por reconhecer o imenso valor, a riqueza e a santidade da vocação matrimonial. Deus me deixava livre para escolher qualquer vocação. Eu poderia ser muito feliz constituindo uma família, como sempre desejei, mas também percebia a realização de uma vida ofertada inteiramente a Deus, a serviço do Seu Reino. As experiências de uma vida de entrega total a Ele acabaram sendo ainda mais valiosas para mim! Quero que perceba dois milagres extraordinários que Deus realizou: o primeiro, atrair-me ao Seu serviço; o segundo, ainda mais surpreendente, conquistar-me para uma união total a Ele, de corpo e alma.
Parece até egoísta, mas quanto mais sirvo as pessoas e a Igreja, mais O vejo, mais Ele se manifesta a mim. Muitas vezes me pergunto se não estou agindo por interesse (rsrsrs...). Mas é isso que me alimenta e é disso que tenho sede cada vez mais: de experimentá-Lo! A vida consagrada me enriqueceu com experiências que não troco por nada. Neste caminho que escolhi, experimentei Deus de forma tão intensa e concreta, que supera tudo o que é mais real nesta vida. Como disse Padre Douglas Pinheiro: “Deus é mais real que a própria realidade!”
A existência de Deus me atraiu. É impossível não acreditar na Sua presença. Quero, com minha vida, testemunhar ao mundo que Deus existe, que Ele é muito bom e que tem amor infinito por toda a humanidade! Essa é a causa mais nobre em que encontrei sentido para investir minha preciosa vida!
Angline Raffaeli Ossemer – Consagrada Arca da Aliança
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