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Com Ela, aprendemos a levar Jesus

Vivemos em um tempo de muitas palavras e de acesso a uma imensa quantidade de informações. Em meio a tantas vozes, permanece a necessidade de pessoas cuja vida confirme aquilo que seus lábios anunciam. Maria nos mostra que a missão não está somente no que dizemos, mas na maneira como vivemos. Seu “faça-se” tornou-se cotidiano, serviço, presença, perseverança e fidelidade. Nós também somos chamados a transformar nosso “faça-se” em ações concretas: viver com fidelidade o chamado que Deus nos confiou na família, no casamento, na maternidade, no trabalho e nas pequenas

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12.10.2026 - 08:00:00 | 3 minutos de leitura

Com Ela, aprendemos a levar Jesus

No mês missionário, ao celebrarmos Nossa Senhora Aparecida, podemos olhar para Maria, Mãe e Mestra, e aprender o caminho de uma vida verdadeiramente missionária. A missão nasce, antes de tudo, da escuta. Diante da voz de Deus, ela não permanece fechada em suas próprias seguranças, mas responde: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Seu “faça-se” não foi apenas uma palavra pronunciada naquele momento, mas uma entrega de todo o seu ser à vontade de Deus. Porque acolheu em si o Verbo feito carne, tornou-se portadora da presença de Jesus.
Logo depois da Anunciação, parte apressadamente para a casa de Isabel (Lc 1,39). Não guarda para si a experiência vivida, mas vai ao encontro, levando Jesus consigo. Coloca sua juventude, seu tempo e suas forças a serviço de sua prima. E aquele encontro se transforma em espaço da ação de Deus: ao ouvir sua saudação, Isabel fica cheia do Espírito Santo. Ela não anuncia a si mesma; sua presença conduz à presença de Cristo.
Nas bodas de Caná, atenta à necessidade dos noivos e movida pela compaixão, intercede: “Eles não têm mais vinho” (Jo 2,3). Depois, dirige aos servidores uma palavra que também deve ecoar em nós: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Maria aponta para Jesus. Esta é sua missão de Mãe: conduzir-nos ao Filho. Ensina-nos que ser missionário é olhar com compaixão, reconhecer as necessidades ao nosso redor, apresentá-las a Cristo e reconhecê-Lo como o Salvador.
Vivemos em um tempo de muitas palavras e de acesso a uma imensa quantidade de informações. Em meio a tantas vozes, permanece a necessidade de pessoas cuja vida confirme aquilo que seus lábios anunciam. Maria nos mostra que a missão não está somente no que dizemos, mas na maneira como vivemos. Seu “faça-se” tornou-se cotidiano, serviço, presença, perseverança e fidelidade. Nós também somos chamados a transformar nosso “faça-se” em ações concretas: viver com fidelidade o chamado que Deus nos confiou na família, no casamento, na maternidade, no trabalho e nas pequenas responsabilidades de cada dia. Uma vida coerente pode tornar-se uma verdadeira e fecunda missão que revela Jesus ao mundo.
Talvez muitas pessoas não leiam o Evangelho, mas leiam a nossa vida; não escutem uma pregação, mas observem como amamos, servimos, perdoamos e permanecemos fiéis. Por isso, olhar para Maria é aceitar o convite para deixar Cristo habitar em nós, de modo que sua presença seja percebida por meio de nossas atitudes. É não ter medo de gastar a vida por Ele e para Ele. Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Mestra da missão, nos ensine a transformar nosso “faça-se” em gestos concretos de amor a Deus e aos irmãos. E, com Ela, aprendamos que ser missionário é permitir que nossa vida se torne um sinal vivo da presença de Jesus.


Alini Balthazar
Missionária Consagrada da 
Comunidade Católica Arca da Aliança

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