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Doce espera: Meu corpo agora é lar, alimento, aconchego.

Como mulher, minha dignidade é, por Deus, elevada através da maternidade, que me faz sentir muito bela e completa.

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19.05.2025 - 12:00:00 | 4 minutos de leitura

Doce espera: Meu corpo agora é lar, alimento, aconchego.

Eu e o Marcos nos casamos em fevereiro de 2023 e desejávamos logo ter nosso primeiro filho. Porém, descobrimos que havia, em meu útero, um grande mioma, impedindo a gestação e causando danos à minha saúde. Lembro que a angústia invadiu nossos corações e, em muitos momentos, fui extremamente fraca, com medo de não ser mãe. Nesse momento, Deus nos convidava a uma profunda confiança n’Ele e ao abandono pleno, vivermos a espera em Sua santa vontade — fosse para o sim ou para o não.

Precisei realizar uma cirurgia, tratamentos, restrições alimentares e muitos cuidados com a saúde. Esse tempo de ofertas e sacrifícios nos aproximou ainda mais de Deus e fortaleceu grandemente nosso matrimônio, nosso amor e intimidade como casal. O Marcos foi, para mim, instrumento de Deus, encorajando e direcionando meu coração ao SenhorApós um ano e meio de espera, fomos visitados pelo Senhor e recebemos a grande graça da concepção de nosso filho. Uma imensa alegria invadiu nossos corações e quase não conseguíamos acreditar, depois de tudo o que havíamos passado. No início da gestação, vivemos mais um tempo de provações, devido a uma complicação e ao mioma que ainda estava, em parte, presente. O embrião havia se implantado exatamente ao lado do mioma, o que foi um grande motivo de preocupação para mim, mas, ao mesmo tempo, mais um chamado ao abandono em Deus.

Na terceira vez em que fomos ao pronto-socorro da maternidade, recebemos de uma das enfermeiras uma medalhinha de Nossa Senhora das Graças. Até então, não havíamos escutado o coraçãozinho de nosso filho, e qual foi nossa emoção ao ouvir da médica que realizou a ultrassonografia: “O neném venceu! O neném venceu o mioma!” E todos na sala choramos emocionados ao ouvir seu coração batendo forte — o som da vida, a mais doce melodia de Deus. Naquele momento, não tivemos dúvidas de que, se nosso filho fosse um menino, chamar-se-ia Miguel, que significa: “Quem como Deus? Ninguém como Deus!” São Miguel Arcanjo, o poderoso nas batalhas.

Sinto-me imensamente feliz, realizada e grata a Deus pela graça de ser mãe e acolher a vida em meu ventre. Como mulher, minha dignidade é, por Deus, elevada através da maternidade, que me faz sentir muito bela e completa. Meu corpo agora é lar, alimento, aconchego. Já passei pela fase dos enjoos, depois por uma fase mais tranquila e agora enfrento as dores na lombar, o inchaço nos pés e a dificuldade para dormir; no entanto, me alegro em meu Deus, que me convida a sair de mim e a me ofertar por amor.

Acompanho cada detalhe do desenvolvimento de nosso filho como um grande milagre de Deus, e meu coração exulta em louvor: “Que é o homem, Senhor, para vós, para nele assim pensardes e o tratardes com tanto carinho?” (Sl 8). A vivência desta doce espera tem nos ensinado também a sermos esposa e esposo, no diálogo e nos cuidados recíprocos. O Marcos está sempre presente, nos acompanhando em todos os exames e necessidades, e eu tenho me esforçado para cuidar também dele e não ficar focada somente na gestação. À noite, ele costuma tocar em minha barriga, conversando com o Miguel e lendo para ele pequenas passagens bíblicas. Assim, vamos fortalecendo os laços desde o ventre materno. Seu quartinho e enxoval já estão quase prontos, e a mamãe está tecendo algumas roupinhas em crochê para que ele fique bem quentinho.

Não existem palavras que possam expressar nosso louvor a Deus por esta doce espera. Pedimos ao Senhor que nos conceda as graças e virtudes necessárias para sermos pais segundo o Seu coração, e que o Miguel cresça em graça, saúde e sabedoria, buscando sempre, em sua vida, a vontade do Senhor.

Denise Hoefle - Consagrada Arca da Aliança

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