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Espiritualidade da reparação na vida cotidiana

Precisamos compreender que nossa vida cotidiana, em sua totalidade, deve ser vivida como uma grande oferta de reparação. Acordar no horário, lavar a louça, esfregar o banheiro, preparar uma refeição, ser pontual, agir com justiça, ser fiel a oração… tudo pode se tornar um ato reparador em nossa vida simples e ordinária de cada dia.

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16.10.2025 - 13:40:00 | 3 minutos de leitura

Espiritualidade da reparação na vida cotidiana

Segundo o ensinamento da Igreja, um ato de reparação é sempre um ato contrário ao pecado. Jesus, na cruz, reparou por meio de sua obediência a desobediência de Adão. Sempre que temos uma atitude contrária ao pecado, estamos realizando um ato reparador. Mas como isso se dá na prática? Precisamos compreender que nossa vida cotidiana, em sua totalidade, deve ser vivida como uma grande oferta de reparação. Acordar no horário, lavar a louça, esfregar o banheiro, preparar uma refeição, ser pontual, agir com justiça, ser fiel a oração… tudo pode se tornar um ato reparador em nossa vida simples e ordinária de cada dia.

Ao longo do dia, inúmeras possibilidades de reparação nos são apresentadas. Para não deixarmos que essas oportunidades passem despercebidas, duas atitudes são fundamentais:

1) Um olhar atento às oportunidades de reparação.
As vezes, tomamos consciência dessas oportunidades; outras vezes, deixamos a graça passar. É importante treinar o olhar para verdadeiramente ver. Silenciar, falar, trabalhar, descansar, amar, cuidar, rezar, limpar… absolutamente tudo pode se tornar um ato reparador, mas é preciso estar atento. Nesse ponto, a presença da Virgem Maria é uma grande ajuda. Ela nos ensina o caminho da reparação, abrindo nossos olhos para ver o que muitos não veem.

2) Um coração verdadeiramente disponível para se ofertar.
E isso é algo profundamente pessoal. É necessário que haja um desejo sincero da nossa parte. Se não houver vontade e anseio de salvação, não haverá prontidão em nosso coração. Precisamos pedir ao Senhor um coração disponível, que não se deixa vencer pela preguiça espiritual, mas que se compromete com a salvação de todos.

Esses pequenos atos, tão simples, mas cheios de sentido, podem ser oferecidos em reparação pelos próprios pecados, pela família, por alguém específico, pela salvação dos homens ou simplesmente como um ato de amor a Jesus. Santa Teresinha do Menino Jesus, com seu jeito pequeno e frágil, compreendia profundamente essa verdade. Conta-se que, certa vez, uma irmã lhe perguntou: “Cada coisa que você faz durante o dia, seja pequena ou grande, você faz questão de repetir o tempo todo que é uma oferta para Jesus?”

E a santa respondeu: “Ora, se você é um empregado, não fica o tempo todo dizendo ao patrão: ‘Olha, isso é para você’ ou ‘Estou fazendo tal coisa por você’. Simplesmente, você sabe que é para ele, e ele também sabe que você faz por ele e para ele.”

Assim também deve ser nossa consciência e certeza na vivência do cotidiano.
Que o Senhor nos ajude a sermos almas reparadoras!

Leila Parma – Consagrada Arca da Aliança

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