Mesmo em meio à dor, é possível sentir-se amado por Deus
Quando passamos por algum sofrimento, sentimos muitas coisas. Às vezes, temos a sensação de que há uma escuridão diante de nós e não conseguimos enxergar uma luz, uma saída. Nosso interior pode parecer um caos, sem harmonia, repleto de barulhos que, ironicamente, nos impedem de ouvir até a nós mesmos. Quando sofremos, a voz trava, as lágrimas vêm, e tudo o que queremos é nos sentir protegidos e seguros. No entanto, por vezes, a sensação é de estarmos sozinhos.
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02.11.2025 - 08:00:00 | 3 minutos de leitura

Quando passamos por algum sofrimento, sentimos muitas coisas. Às vezes, temos a sensação de que há uma escuridão diante de nós e não conseguimos enxergar uma luz, uma saída. Nosso interior pode parecer um caos, sem harmonia, repleto de barulhos que, ironicamente, nos impedem de ouvir até a nós mesmos. Quando sofremos, a voz trava, as lágrimas vêm, e tudo o que queremos é nos sentir protegidos e seguros. No entanto, por vezes, a sensação é de estarmos sozinhos.
Sentir é perceber, é prestar atenção. Mas, quando estamos agitados, confusos e preocupados, isso nos rouba a paz, seja por uma doença física ou mental, pelo carro que quebrou, pelo desemprego, por um ente querido hospitalizado ou por nossas próprias limitações. Seja pelo medo de arriscar, de fracassar, pela angústia das longas esperas da vida, pelo desejo de ser pai ou mãe, ou até pelas noites em claro esperando um filho voltar para casa. Talvez, nesses momentos, não consigamos perceber, sentir ou prestar atenção. Mas convido você a fazer um exercício simples: respire. Eu sei que você já está respirando, mas talvez, até agora, tenha sido de forma involuntária. Experimente perceber o ar que entra pelo seu nariz, enche os pulmões e, pela corrente sanguínea, chega ao cérebro, que comanda todo o nosso corpo.
Se pararmos para refletir sobre esse simples movimento, sem sequer entrar na complexidade do organismo humano, já nos deparamos com um mistério fascinante. Quem poderia nos ter criado de forma tão maravilhosa e harmoniosa? (cf. Sl 139,14).
Quando estamos sentindo dor, pode parecer impossível sentir qualquer outra coisa. Mas, se por um momento pensarmos que fomos criados por Deus, que Ele fez tudo por amor a nós e que nossa vida tem um propósito, viver com Ele e, um dia, voltar para Ele, talvez a dor se torne mais leve, ou melhor, ganhe um novo sentido. Por Suas chagas, fomos salvos. Isso, porém, não significa que não sofreremos. Pelo contrário, somos convidados a olhar para o Homem das Dores e unir nosso sofrimento ao d’Ele. Confiar na graça de cada dia para suportar a dor é o verdadeiro significado do sofrimento. A palavra “sofrer” vem do latim sufférere, que significa “suportar”. Eu e você somos chamados a suportar as dores de cada dia, permitindo que elas nos configurem à Paixão de Nosso Senhor.
Ele não carregou a cruz sozinho, teve ajuda. E hoje, Ele deseja nos ajudar a carregar a nossa. Ele não está apenas presente: Ele é Presença. Desde antes da criação do mundo, Ele já havia nos escolhido. Ele vela por nossos passos, mesmo em meio à escuridão e ao caos. Às vezes, podemos nos sentir abandonados, mas a verdade é que cada dor e cada sofrimento não nos afastam de Deus. Ao contrário, nos aproximam ainda mais d’Ele.
Talvez o que eu e você precisemos pedir seja um olhar atento:
“Senhor, que eu veja!” (cf. Lc 18,41).
Reze comigo:
“Senhor, que eu enxergue a Tua presença no hoje da minha vida, no hoje da minha dor.Entrego-Te as minhas feridas, para que sejam unidas às Tuas,para que sejamos um só.”
Bianca Baumgart - Consagrada Arca da Aliança
Quando passamos por algum sofrimento, sentimos muitas coisas. Às vezes, temos a sensação de que há uma escuridão diante de nós e não conseguimos enxergar uma luz, uma saída. Nosso interior pode parecer um caos, sem harmonia, repleto de barulhos que, ironicamente, nos impedem de ouvir até a nós mesmos. Quando sofremos, a voz trava, as lágrimas vêm, e tudo o que queremos é nos sentir protegidos e seguros. No entanto, por vezes, a sensação é de estarmos sozinhos.
Sentir é perceber, é prestar atenção. Mas, quando estamos agitados, confusos e preocupados, isso nos rouba a paz, seja por uma doença física ou mental, pelo carro que quebrou, pelo desemprego, por um ente querido hospitalizado ou por nossas próprias limitações. Seja pelo medo de arriscar, de fracassar, pela angústia das longas esperas da vida, pelo desejo de ser pai ou mãe, ou até pelas noites em claro esperando um filho voltar para casa. Talvez, nesses momentos, não consigamos perceber, sentir ou prestar atenção. Mas convido você a fazer um exercício simples: respire. Eu sei que você já está respirando, mas talvez, até agora, tenha sido de forma involuntária. Experimente perceber o ar que entra pelo seu nariz, enche os pulmões e, pela corrente sanguínea, chega ao cérebro, que comanda todo o nosso corpo.
Se pararmos para refletir sobre esse simples movimento, sem sequer entrar na complexidade do organismo humano, já nos deparamos com um mistério fascinante. Quem poderia nos ter criado de forma tão maravilhosa e harmoniosa? (cf. Sl 139,14).
Quando estamos sentindo dor, pode parecer impossível sentir qualquer outra coisa. Mas, se por um momento pensarmos que fomos criados por Deus, que Ele fez tudo por amor a nós e que nossa vida tem um propósito, viver com Ele e, um dia, voltar para Ele, talvez a dor se torne mais leve, ou melhor, ganhe um novo sentido. Por Suas chagas, fomos salvos. Isso, porém, não significa que não sofreremos. Pelo contrário, somos convidados a olhar para o Homem das Dores e unir nosso sofrimento ao d’Ele. Confiar na graça de cada dia para suportar a dor é o verdadeiro significado do sofrimento. A palavra “sofrer” vem do latim sufférere, que significa “suportar”. Eu e você somos chamados a suportar as dores de cada dia, permitindo que elas nos configurem à Paixão de Nosso Senhor.
Ele não carregou a cruz sozinho, teve ajuda. E hoje, Ele deseja nos ajudar a carregar a nossa. Ele não está apenas presente: Ele é Presença. Desde antes da criação do mundo, Ele já havia nos escolhido. Ele vela por nossos passos, mesmo em meio à escuridão e ao caos. Às vezes, podemos nos sentir abandonados, mas a verdade é que cada dor e cada sofrimento não nos afastam de Deus. Ao contrário, nos aproximam ainda mais d’Ele.
Talvez o que eu e você precisemos pedir seja um olhar atento:
“Senhor, que eu veja!” (cf. Lc 18,41).
Reze comigo:
“Senhor, que eu enxergue a Tua presença no hoje da minha vida, no hoje da minha dor.
Entrego-Te as minhas feridas, para que sejam unidas às Tuas,
para que sejamos um só.”
Bianca Baumgart - Consagrada Arca da Aliança
Bianca Baumgart - Consagrada Arca da Aliança
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