Na cruz o amor se fez entrega
A morte de Jesus na cruz é um dos grandes mistérios do cristianismo, sendo considerada por muitos um “escândalo” e uma “loucura” (cf. 1Cor 1,18.23). Contudo, para quem compreende essa entrega, ela não é vista como escândalo e loucura, mas sim como uma oferta total de um imenso amor. Deus, que amou tanto o mundo, entregou seu único Filho para morrer por cada um de nós. E mesmo não sendo merecedores, Ele não olha os nossos méritos, mas nos ama incondicionalmente.
“Queres saber o teu valor? Olha para a cruz: tu vales um Deus crucificado” (Santo Agostinho).
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14.09.2025 - 08:00:00 | 3 minutos de leitura

Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo que lhe deu seu Filho único, para que todo o que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele (Jo 3,16-17).
A morte de Jesus na cruz é um dos grandes mistérios do cristianismo, sendo considerada por muitos um “escândalo” e uma “loucura” (cf. 1Cor 1,18.23). Contudo, para quem compreende essa entrega, ela não é vista como escândalo e loucura, mas sim como uma oferta total de um imenso amor. Deus, que amou tanto o mundo, entregou seu único Filho para morrer por cada um de nós. E mesmo não sendo merecedores, Ele não olha os nossos méritos, mas nos ama incondicionalmente. “Queres saber o teu valor? Olha para a cruz: tu vales um Deus crucificado” (Santo Agostinho).
Jesus, mesmo sendo Deus, não se prevaleceu de sua condição. Ele se humilhou, esvaziou-se, rebaixou-se. Esse rebaixamento atravessa toda a vida humana de Jesus, que percorre um caminho de humilhação, sofrimento e morte de cruz. Ele se entrega nas mãos de seus algozes por amor a mim e a você. Jesus Cristo, que amou os seus durante toda a sua vida e missão, chega às últimas consequências na entrega da cruz. Diante dos algozes, do terror e da morte, todo o mal se converte em misericórdia: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
Quero partilhar também uma experiência que vivi no dia da Exaltação da Santa Cruz, no ano de 2016, no Mosteiro Trapista em Campo Tenente. Eu estava na capela, contemplando a cruz, deixando-me conduzir pelo silêncio daquele lugar tão propício à oração. Falava ao Senhor em meu coração que desejava ter a mesma experiência de oração que estava vivendo no mosteiro em qualquer lugar onde estivesse. Então Jesus falou ao meu coração que não é o espaço físico que proporciona uma experiência com Ele, mas sim a entrega: é na medida em que me dou totalmente a Ele, no meu esvaziamento, que posso experimentá-Lo.
Ao contemplar a cruz, compreendi mais profundamente que Sua entrega foi um esvaziamento total de si, no qual tudo o que Ele mais desejava era fazer a vontade do Pai. E a vontade do Pai é que nenhum de seus filhos se perca. Essa entrega se traduz em um amor sem medidas, capaz de dar a vida.
“Eis o tesouro escondido pelo qual vale a pena vender tudo! A cruz de Jesus é a maior descoberta da vida, o valor que modifica todos os valores” (Papa Leão XIV).
Ana Paula de Souza - Consagrada Arca da Aliança
Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo que lhe deu seu Filho único, para que todo o que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele (Jo 3,16-17).
A morte de Jesus na cruz é um dos grandes mistérios do cristianismo, sendo considerada por muitos um “escândalo” e uma “loucura” (cf. 1Cor 1,18.23). Contudo, para quem compreende essa entrega, ela não é vista como escândalo e loucura, mas sim como uma oferta total de um imenso amor. Deus, que amou tanto o mundo, entregou seu único Filho para morrer por cada um de nós. E mesmo não sendo merecedores, Ele não olha os nossos méritos, mas nos ama incondicionalmente. “Queres saber o teu valor? Olha para a cruz: tu vales um Deus crucificado” (Santo Agostinho).
Jesus, mesmo sendo Deus, não se prevaleceu de sua condição. Ele se humilhou, esvaziou-se, rebaixou-se. Esse rebaixamento atravessa toda a vida humana de Jesus, que percorre um caminho de humilhação, sofrimento e morte de cruz. Ele se entrega nas mãos de seus algozes por amor a mim e a você. Jesus Cristo, que amou os seus durante toda a sua vida e missão, chega às últimas consequências na entrega da cruz. Diante dos algozes, do terror e da morte, todo o mal se converte em misericórdia: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
Quero partilhar também uma experiência que vivi no dia da Exaltação da Santa Cruz, no ano de 2016, no Mosteiro Trapista em Campo Tenente. Eu estava na capela, contemplando a cruz, deixando-me conduzir pelo silêncio daquele lugar tão propício à oração. Falava ao Senhor em meu coração que desejava ter a mesma experiência de oração que estava vivendo no mosteiro em qualquer lugar onde estivesse. Então Jesus falou ao meu coração que não é o espaço físico que proporciona uma experiência com Ele, mas sim a entrega: é na medida em que me dou totalmente a Ele, no meu esvaziamento, que posso experimentá-Lo.
Ao contemplar a cruz, compreendi mais profundamente que Sua entrega foi um esvaziamento total de si, no qual tudo o que Ele mais desejava era fazer a vontade do Pai. E a vontade do Pai é que nenhum de seus filhos se perca. Essa entrega se traduz em um amor sem medidas, capaz de dar a vida.
“Eis o tesouro escondido pelo qual vale a pena vender tudo! A cruz de Jesus é a maior descoberta da vida, o valor que modifica todos os valores” (Papa Leão XIV).
Ana Paula de Souza - Consagrada Arca da Aliança
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