O Coração de Jesus e a Reparação
A espiritualidade reparadora é a experiência da graça e da misericórdia do próprio Deus. Não são nossos atos ou esforços que realizam a obra de reparação, mas sim o fruto da comunhão íntima com o Coração de Jesus.
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05.12.2025 - 16:30:00 | 4 minutos de leitura

Desde o início da Comunidade, nossa espiritualidade foi fortemente marcada pela devoção ao Coração de Jesus. Devoção que não se reduz ao devocionismo popular, mas se manifesta no compromisso da oferta de vida, experimentada na comunhão ao Sagrado Coração, fruto de um coração indiviso ao d’Ele. Essa experiência é herdada dos padres dehonianos, que acompanharam os primeiros membros da Comunidade, um deles ainda muito presente por seu testemunho de santidade, o venerável padre Aloísio Boing.A devoção ao Coração de Jesus tem sua centralidade na Eucaristia. Assim, somos chamados a uma profunda unidade através da Santa Missa e da Adoração ao Santíssimo Sacramento. Nosso estatuto afirma que um coração consagrado na Comunidade deve ser sinônimo de um coração eucarístico. É diante do mistério da Eucaristia que entramos na escola desse doce Coração, aprendendo a ser oferta, reparando nossos pecados e os pecados da humanidade. Em todo nosso agir, buscamos assemelhar-nos a Jesus.Santo Agostinho, nosso baluarte, que tanto inspira nossa vida fraterna, também nos aproxima profundamente dessa espiritualidade. Ele, que na iconografia é representado com um coração em chamas nas mãos, apresenta o coração como este espaço do encontro com Deus. Também nos ensina que é por meio de uma profunda vida interior que aprendemos a ser mansos e humildes de coração. Este princípio bíblico do Evangelho de São Mateus, no capítulo onze, foi amplamente meditado pelo santo, que reconhece que a verdadeira caridade está vinculada a esta forma de viver e ser.Como experiência da vida interior, vivemos o chamado de nos unirmos ao Coração de Jesus como oferta viva, para que muitos outros corações também se encontrem com Ele. Isso se realiza na oferta de nossos dons na evangelização, mas também na entrega total da vida consagrada a Deus, na busca pela santidade, oferecendo a Ele todos os nossos atos e sacrifícios diários. Os atos mais escondidos, diante da espiritualidade do Coração de Jesus, têm valor eterno e salvífico, pois são capazes de restaurar a humanidade ferida pelo pecado.Essa oferta de vida tem por nome reparação, e esse é um chamado particular de todos os consagrados na Arca. Um chamado a uma vida escondida, silenciosa, acolhendo os sacrifícios como forma de consolar o Coração de Jesus, dedicando a Ele, nas grandes e pequenas ofertas, nosso amor.Essa vida silenciosa e escondida não significa não falar ou evitar as pessoas, mas sim a capacidade de valorizar tudo o que fazemos, até mesmo os pequenos atos do dia a dia, como lavar uma louça ou varrer o chão. Se esses atos forem feitos por amor e alimentados por uma vida eucarística, eles reparam os pecados da humanidade.Diante do nosso chamado a uma vida missionária evangelizadora, entendemos que aqueles que cuidam dos banheiros, arrumam as cadeiras ou preparam os alimentos, se realizarem esses serviços com a intenção de oferecê-los pela salvação das almas, possuem valor igual aos que são chamados a evangelizar nos microfones. Deus sabe muito bem aproveitar cada oferta de Seus consagrados.A espiritualidade reparadora é a experiência da graça e da misericórdia do próprio Deus. Não são nossos atos ou esforços que realizam a obra de reparação, mas sim o fruto da comunhão íntima com o Coração de Jesus. O ser humano não é capaz de sacrifício sem amor. E essa é a experiência que fazemos na espiritualidade reparadora: nossos atos e ofertas serão frutos da relação de amor e comunhão que vivemos com o Coração de Jesus. É Ele quem tudo realiza; a nós, cabe responder ao Seu chamado de partilhar da Sua obra redentora.
Daniele Caroline - Consagrada Arca da Aliança
Desde o início da Comunidade, nossa espiritualidade foi fortemente marcada pela devoção ao Coração de Jesus. Devoção que não se reduz ao devocionismo popular, mas se manifesta no compromisso da oferta de vida, experimentada na comunhão ao Sagrado Coração, fruto de um coração indiviso ao d’Ele. Essa experiência é herdada dos padres dehonianos, que acompanharam os primeiros membros da Comunidade, um deles ainda muito presente por seu testemunho de santidade, o venerável padre Aloísio Boing.
A devoção ao Coração de Jesus tem sua centralidade na Eucaristia. Assim, somos chamados a uma profunda unidade através da Santa Missa e da Adoração ao Santíssimo Sacramento. Nosso estatuto afirma que um coração consagrado na Comunidade deve ser sinônimo de um coração eucarístico. É diante do mistério da Eucaristia que entramos na escola desse doce Coração, aprendendo a ser oferta, reparando nossos pecados e os pecados da humanidade. Em todo nosso agir, buscamos assemelhar-nos a Jesus.
Santo Agostinho, nosso baluarte, que tanto inspira nossa vida fraterna, também nos aproxima profundamente dessa espiritualidade. Ele, que na iconografia é representado com um coração em chamas nas mãos, apresenta o coração como este espaço do encontro com Deus. Também nos ensina que é por meio de uma profunda vida interior que aprendemos a ser mansos e humildes de coração. Este princípio bíblico do Evangelho de São Mateus, no capítulo onze, foi amplamente meditado pelo santo, que reconhece que a verdadeira caridade está vinculada a esta forma de viver e ser.
Como experiência da vida interior, vivemos o chamado de nos unirmos ao Coração de Jesus como oferta viva, para que muitos outros corações também se encontrem com Ele. Isso se realiza na oferta de nossos dons na evangelização, mas também na entrega total da vida consagrada a Deus, na busca pela santidade, oferecendo a Ele todos os nossos atos e sacrifícios diários. Os atos mais escondidos, diante da espiritualidade do Coração de Jesus, têm valor eterno e salvífico, pois são capazes de restaurar a humanidade ferida pelo pecado.
Essa oferta de vida tem por nome reparação, e esse é um chamado particular de todos os consagrados na Arca. Um chamado a uma vida escondida, silenciosa, acolhendo os sacrifícios como forma de consolar o Coração de Jesus, dedicando a Ele, nas grandes e pequenas ofertas, nosso amor.
Essa vida silenciosa e escondida não significa não falar ou evitar as pessoas, mas sim a capacidade de valorizar tudo o que fazemos, até mesmo os pequenos atos do dia a dia, como lavar uma louça ou varrer o chão. Se esses atos forem feitos por amor e alimentados por uma vida eucarística, eles reparam os pecados da humanidade.
Diante do nosso chamado a uma vida missionária evangelizadora, entendemos que aqueles que cuidam dos banheiros, arrumam as cadeiras ou preparam os alimentos, se realizarem esses serviços com a intenção de oferecê-los pela salvação das almas, possuem valor igual aos que são chamados a evangelizar nos microfones. Deus sabe muito bem aproveitar cada oferta de Seus consagrados.
A espiritualidade reparadora é a experiência da graça e da misericórdia do próprio Deus. Não são nossos atos ou esforços que realizam a obra de reparação, mas sim o fruto da comunhão íntima com o Coração de Jesus. O ser humano não é capaz de sacrifício sem amor. E essa é a experiência que fazemos na espiritualidade reparadora: nossos atos e ofertas serão frutos da relação de amor e comunhão que vivemos com o Coração de Jesus. É Ele quem tudo realiza; a nós, cabe responder ao Seu chamado de partilhar da Sua obra redentora.
Daniele Caroline - Consagrada Arca da Aliança
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