Por que setembro é o mês da Bíblia?
São Jerônimo foi um homem de brilhante inteligência e profundo amor pelos textos sagrados. Ele dedicou grande parte de sua vida a uma tarefa muito importante que impactou profundamente o nosso conhecimento sobre a Palavra de Deus: a pedido do Papa Dâmaso, Jerônimo traduziu os textos bíblicos de seus idiomas originais para o latim. Para isso, foi necessário dedicar grande parte da sua vida ao estudo das línguas bíblicas — o hebraico, o grego e o aramaico — para melhor tradução.
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10.09.2026 - 12:00:00 | 3 minutos de leitura
Para a maioria dos cristãos, o mês de setembro tem um significado especial: é o Mês da Bíblia. Mas você já parou para se perguntar qual é a origem dessa tradição e por que, exatamente, este mês foi o escolhido para a celebração?A resposta para essa pergunta nos leva a uma viagem no tempo, mais precisamente aos primeiros séculos da era cristã, e nos apresenta a um dos santos mais inteligentes da história religiosa: São Jerônimo. Celebrado no dia 30 de setembro — data de seu falecimento no ano de 420 d.C. —, ele é o grande motivo por trás dessa prática religiosa. São Jerônimo foi um homem de brilhante inteligência e profundo amor pelos textos sagrados. Ele dedicou grande parte de sua vida a uma tarefa muito importante que impactou profundamente o nosso conhecimento sobre a Palavra de Deus: a pedido do Papa Dâmaso, Jerônimo traduziu os textos bíblicos de seus idiomas originais para o latim. Para isso, foi necessário dedicar grande parte da sua vida ao estudo das línguas bíblicas — o hebraico, o grego e o aramaico — para melhor tradução.A tradução de Jerônimo, que ficou historicamente conhecida como "Vulgata" (que significa "popular" ou "acessível"), tornou-se fundamental para a história da Igreja e o acesso à Bíblia como temos hoje. Seu amor pela Sagrada Escritura era tão profundo que fez dele o autor de uma das frases mais célebres desse tema: “Ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo”.No Brasil, a tradição de dedicar o mês inteiro a essa reflexão tem raízes mais recentes, mas igualmente inspiradoras. A iniciativa de dedicar um período do ano à Sagrada Escritura começou em 1971, em comemoração ao cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte. O movimento ganhou tanta força e transformou tanto a vivência comunitária que foi rapidamente adotado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tornando-se logo uma devoção nacional.Essa movimentação nacional com ênfase na Bíblia e a celebração de um grande santo de suma importância e devoção para com as Sagradas Escrituras, celebradas no mesmo mês, formam então um cenário ideal para consolidar uma tradição religiosa: dedicar o mês de setembro à Bíblia.Sendo assim, setembro funciona como uma espécie de lembrete anual, em que posso me questionar que lugar a Palavra de Deus ocupa em minha vida, qual o meu nível de intimidade, zelo e desejo pela Sagrada Escritura. É uma oportunidade de recuperar ou aperfeiçoar o hábito da lectio divina e de aprofundar aquela verdade de fé que encontramos na carta aos Hebreus: “Pois a Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb 4,12).
Leila ParmaMissionária Consagrada da Comunidade Católica Arca da Aliança
Para a maioria dos cristãos, o mês de setembro tem um significado especial: é o Mês da Bíblia. Mas você já parou para se perguntar qual é a origem dessa tradição e por que, exatamente, este mês foi o escolhido para a celebração?
A resposta para essa pergunta nos leva a uma viagem no tempo, mais precisamente aos primeiros séculos da era cristã, e nos apresenta a um dos santos mais inteligentes da história religiosa: São Jerônimo. Celebrado no dia 30 de setembro — data de seu falecimento no ano de 420 d.C. —, ele é o grande motivo por trás dessa prática religiosa. São Jerônimo foi um homem de brilhante inteligência e profundo amor pelos textos sagrados. Ele dedicou grande parte de sua vida a uma tarefa muito importante que impactou profundamente o nosso conhecimento sobre a Palavra de Deus: a pedido do Papa Dâmaso, Jerônimo traduziu os textos bíblicos de seus idiomas originais para o latim. Para isso, foi necessário dedicar grande parte da sua vida ao estudo das línguas bíblicas — o hebraico, o grego e o aramaico — para melhor tradução.
A tradução de Jerônimo, que ficou historicamente conhecida como "Vulgata" (que significa "popular" ou "acessível"), tornou-se fundamental para a história da Igreja e o acesso à Bíblia como temos hoje. Seu amor pela Sagrada Escritura era tão profundo que fez dele o autor de uma das frases mais célebres desse tema: “Ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo”.
No Brasil, a tradição de dedicar o mês inteiro a essa reflexão tem raízes mais recentes, mas igualmente inspiradoras. A iniciativa de dedicar um período do ano à Sagrada Escritura começou em 1971, em comemoração ao cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte. O movimento ganhou tanta força e transformou tanto a vivência comunitária que foi rapidamente adotado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tornando-se logo uma devoção nacional.
Essa movimentação nacional com ênfase na Bíblia e a celebração de um grande santo de suma importância e devoção para com as Sagradas Escrituras, celebradas no mesmo mês, formam então um cenário ideal para consolidar uma tradição religiosa: dedicar o mês de setembro à Bíblia.
Sendo assim, setembro funciona como uma espécie de lembrete anual, em que posso me questionar que lugar a Palavra de Deus ocupa em minha vida, qual o meu nível de intimidade, zelo e desejo pela Sagrada Escritura. É uma oportunidade de recuperar ou aperfeiçoar o hábito da lectio divina e de aprofundar aquela verdade de fé que encontramos na carta aos Hebreus: “Pois a Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb 4,12).
Leila Parma
Missionária Consagrada da
Comunidade Católica Arca da Aliança
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