Romanos e as verdades que precisamos ouvir
O mês de setembro é conhecido como o Mês da Bíblia, tempo privilegiado para que, como comunidade de fé, possamos crescer no amor à Palavra de Deus. Todos os anos, a Igreja no Brasil, através da CNBB, nos convida a aprofundar o conhecimento da Sagrada Escritura. Neste ano de 2025, somos chamados a estudar a Carta de São Paulo aos Romanos, um dos escritos mais profundos, ricos e determinantes para a compreensão do Evangelho e da vida cristã.
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01.09.2025 - 16:50:00 | 4 minutos de leitura

O mês de setembro é conhecido como o Mês da Bíblia, tempo privilegiado para que, como comunidade de fé, possamos crescer no amor à Palavra de Deus. Todos os anos, a Igreja no Brasil, através da CNBB, nos convida a aprofundar o conhecimento da Sagrada Escritura. Neste ano de 2025, somos chamados a estudar a Carta de São Paulo aos Romanos, um dos escritos mais profundos, ricos e determinantes para a compreensão do Evangelho e da vida cristã.
A carta foi escrita por São Paulo Apóstolo, por volta do ano 57-58 d.C., durante sua estadia em Corinto, por meio de um escriba chamado Tércio: “Saúdo-vos eu, Tércio, que escrevi esta carta, no Senhor” (Rm 16,22). É a mais extensa carta de Paulo e a única dirigida a uma comunidade que ele não fundou. Paulo escreve aos cristãos de Roma, que ele ainda não conhecia pessoalmente, mas pelos quais nutria grande zelo e esperança de os visitar. O coração desta epístola é o tema da justificação pela fé em Jesus Cristo. Paulo explica que o ser humano, por suas próprias obras, não alcança a salvação, pois “todos pecaram” (Rm 3,23).
A justiça não vem da observância da Lei, mas do dom gratuito de Deus, recebido pela fé em Jesus Cristo: “Nós pensamos, pois, que o homem é justificado pela fé em Jesus Cristo, independentemente das obras da Lei” (Rm 3,28). A justificação, portanto, é o ato de Deus que, em Cristo, perdoa, liberta e torna o pecador justo, restabelecendo sua comunhão com Ele. Paulo escreve aos Romanos com dois grandes objetivos: primeiro, afirmar sua missão como apóstolo dos gentios, mostrando que o Evangelho é para todos, judeus e pagãos; segundo, preparar sua visita a Roma como etapa de sua missão, em que pretendia chegar até a Espanha (Rm 15,24.28).
A carta pode ser dividida em três grandes partes:
I – Introdução (Rm 1,1-17)
Aqui Paulo se apresenta, expõe seu amor pelo Evangelho e saúda a comunidade de Roma. Ele declara: “Não me envergonho do Evangelho, pois ele é a força de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1,16).
II – Parte Teológica (Rm 1,18–11,36)
Paulo desenvolve os grandes temas da fé cristã: a situação universal do pecado (Rm 1,18–3,20), a justificação pela fé em Cristo (Rm 3,21–5,21), a vida nova no Espírito (Rm 6–8) e o lugar de Israel na história da salvação (Rm 9–11).É nesta seção que Paulo mostra a grandeza da graça divina, que supera a Lei e o pecado, conduzindo o cristão à liberdade em Cristo.
III – Parte Exortativa e Vivencial (Rm 12,1–15,13)
Aqui Paulo traduz a doutrina em vida prática: o cristão é chamado a viver como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12,1); exorta à caridade fraterna (Rm 12,9-21); fala da vida comunitária e do respeito às autoridades (Rm 13); e convida à acolhida mútua, especialmente entre fracos e fortes na fé (Rm 14–15). A carta conclui com uma seção de saudações pessoais (Rm 15,14–16,27), onde Paulo demonstra seu carinho pelas comunidades. A epístola continua sendo atual. Sua mensagem nos recorda que a salvação é um dom gratuito de Deus, acessível a todos os que creem em Cristo. Ela nos convida a viver na liberdade do Espírito, transformados pelo amor: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que Lhe agrada, o que é perfeito” (Rm 12,2).
A Carta aos Romanos é a mais longa carta de Paulo. É chamada de “magna carta do cristianismo”, pela profundidade de seu conteúdo. Foi escrita com a ajuda de um escriba (Tércio) e inspirou a conversão de Santo Agostinho, quando este leu Romanos 13,13-14:“Andemos honestamente, como de dia; não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade e libertinagem, não em contendas e inveja; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.”É considerada uma síntese da teologia paulina. No Mês da Bíblia, esta epístola nos convida a redescobrir a beleza do Evangelho e a centralidade da fé em Cristo para a nossa vida. Assim como os cristãos de Roma, também nós somos chamados a testemunhar a força transformadora da graça de Deus e a proclamar: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31).
Diácono Sandro Quintino - Consagrado Arca da Aliança
O mês de setembro é conhecido como o Mês da Bíblia, tempo privilegiado para que, como comunidade de fé, possamos crescer no amor à Palavra de Deus. Todos os anos, a Igreja no Brasil, através da CNBB, nos convida a aprofundar o conhecimento da Sagrada Escritura. Neste ano de 2025, somos chamados a estudar a Carta de São Paulo aos Romanos, um dos escritos mais profundos, ricos e determinantes para a compreensão do Evangelho e da vida cristã.
A carta foi escrita por São Paulo Apóstolo, por volta do ano 57-58 d.C., durante sua estadia em Corinto, por meio de um escriba chamado Tércio: “Saúdo-vos eu, Tércio, que escrevi esta carta, no Senhor” (Rm 16,22). É a mais extensa carta de Paulo e a única dirigida a uma comunidade que ele não fundou. Paulo escreve aos cristãos de Roma, que ele ainda não conhecia pessoalmente, mas pelos quais nutria grande zelo e esperança de os visitar. O coração desta epístola é o tema da justificação pela fé em Jesus Cristo. Paulo explica que o ser humano, por suas próprias obras, não alcança a salvação, pois “todos pecaram” (Rm 3,23).
A justiça não vem da observância da Lei, mas do dom gratuito de Deus, recebido pela fé em Jesus Cristo: “Nós pensamos, pois, que o homem é justificado pela fé em Jesus Cristo, independentemente das obras da Lei” (Rm 3,28). A justificação, portanto, é o ato de Deus que, em Cristo, perdoa, liberta e torna o pecador justo, restabelecendo sua comunhão com Ele. Paulo escreve aos Romanos com dois grandes objetivos: primeiro, afirmar sua missão como apóstolo dos gentios, mostrando que o Evangelho é para todos, judeus e pagãos; segundo, preparar sua visita a Roma como etapa de sua missão, em que pretendia chegar até a Espanha (Rm 15,24.28).
A carta pode ser dividida em três grandes partes:
I – Introdução (Rm 1,1-17)
Aqui Paulo se apresenta, expõe seu amor pelo Evangelho e saúda a comunidade de Roma. Ele declara: “Não me envergonho do Evangelho, pois ele é a força de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1,16).
II – Parte Teológica (Rm 1,18–11,36)
Paulo desenvolve os grandes temas da fé cristã: a situação universal do pecado (Rm 1,18–3,20), a justificação pela fé em Cristo (Rm 3,21–5,21), a vida nova no Espírito (Rm 6–8) e o lugar de Israel na história da salvação (Rm 9–11).
É nesta seção que Paulo mostra a grandeza da graça divina, que supera a Lei e o pecado, conduzindo o cristão à liberdade em Cristo.
III – Parte Exortativa e Vivencial (Rm 12,1–15,13)
Aqui Paulo traduz a doutrina em vida prática: o cristão é chamado a viver como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12,1); exorta à caridade fraterna (Rm 12,9-21); fala da vida comunitária e do respeito às autoridades (Rm 13); e convida à acolhida mútua, especialmente entre fracos e fortes na fé (Rm 14–15). A carta conclui com uma seção de saudações pessoais (Rm 15,14–16,27), onde Paulo demonstra seu carinho pelas comunidades. A epístola continua sendo atual. Sua mensagem nos recorda que a salvação é um dom gratuito de Deus, acessível a todos os que creem em Cristo. Ela nos convida a viver na liberdade do Espírito, transformados pelo amor: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que Lhe agrada, o que é perfeito” (Rm 12,2).
A Carta aos Romanos é a mais longa carta de Paulo. É chamada de “magna carta do cristianismo”, pela profundidade de seu conteúdo. Foi escrita com a ajuda de um escriba (Tércio) e inspirou a conversão de Santo Agostinho, quando este leu Romanos 13,13-14:
“Andemos honestamente, como de dia; não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade e libertinagem, não em contendas e inveja; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.”
É considerada uma síntese da teologia paulina. No Mês da Bíblia, esta epístola nos convida a redescobrir a beleza do Evangelho e a centralidade da fé em Cristo para a nossa vida. Assim como os cristãos de Roma, também nós somos chamados a testemunhar a força transformadora da graça de Deus e a proclamar: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31).
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