Santo Agostinho: o inquieto que encontrou o descanso em Deus.
A sede da alma e a sede de Deus formam um encontro profundo entre o anseio humano pelo eterno e o desejo divino pelo ser humano, mas não foi isso que sempre moveu o coração inquieto de Agostinho; porém, eram anseios muito diferentes e distantes que lhe atraíam e lhe moviam. Como foi possível, então, que ele descansasse em Deus?
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28.08.2026 - 10:00:00 | 2 minutos de leitura
Santo Agostinho: o inquieto que encontrou descanso em Deus. A sede da alma e a sede de Deus formam um encontro profundo entre o anseio humano pelo eterno e o desejo divino pelo ser humano, mas não foi isso que sempre moveu o coração inquieto de Agostinho; porém, eram anseios muito diferentes e distantes que lhe atraíam e lhe moviam. Como foi possível, então, que ele descansasse em Deus?Antes da sua conversão, Agostinho procurava preencher seu vazio interior com prazeres do mundo, estudos, filosofia, maniqueísmo, entre outros. A inquietação funciona como uma bússola; ela não é um mal, mas o motor que empurra a pessoa em direção ao verdadeiro porto seguro.No livro Confissões (Livro X, Cap. 6), vemos como ele interroga o mundo físico em sua busca desesperada por Deus, e todas as criaturas respondem que são apenas reflexos do Criador. Ao questionar a terra, o mar e os abismos, eles respondem: “Não somos o teu Deus; busca acima de nós. Ao questionar as criaturas, todas as coisas criadas clamam em uníssono: Foi Ele quem nos fez.” Quando questionou o vazio, ele entendeu que o erro não estava nas coisas criadas, mas em buscar nelas a plenitude que só o Criador possui. Então ele percebeu que procurava Deus do lado de fora, quando Deus o esperava do lado de dentro.Longe de ser um defeito a ser eliminado, o coração inquieto é um dom que precisa ser canalizado e orientado para Deus, pois é o impulso divino que nos lembra que não fomos feitos para as coisas efêmeras, para aquilo que se esvai, a alegria fugaz que não tem consistência.O ser humano carrega uma busca profunda que as coisas do mundo não conseguem preencher, mas somente Deus, e foi assim que o inquieto descansou em Deus, por isso exclamou: “Fizeste-nos para ti, Senhor, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em ti” (Confissões, I, 1). Através desse encontro profundo com o amor de Deus e o processo de conversão que ele viveu, Agostinho se tornou um grande santo e doutor da Igreja. Que ele nos ensine a também descansar o nosso coração em Deus.
Graciela ZavalaMissionária Consagrada da Comunidade Católica Arca da Aliança
Santo Agostinho: o inquieto que encontrou descanso em Deus. A sede da alma e a sede de Deus formam um encontro profundo entre o anseio humano pelo eterno e o desejo divino pelo ser humano, mas não foi isso que sempre moveu o coração inquieto de Agostinho; porém, eram anseios muito diferentes e distantes que lhe atraíam e lhe moviam. Como foi possível, então, que ele descansasse em Deus?
Antes da sua conversão, Agostinho procurava preencher seu vazio interior com prazeres do mundo, estudos, filosofia, maniqueísmo, entre outros. A inquietação funciona como uma bússola; ela não é um mal, mas o motor que empurra a pessoa em direção ao verdadeiro porto seguro.
No livro Confissões (Livro X, Cap. 6), vemos como ele interroga o mundo físico em sua busca desesperada por Deus, e todas as criaturas respondem que são apenas reflexos do Criador. Ao questionar a terra, o mar e os abismos, eles respondem: “Não somos o teu Deus; busca acima de nós. Ao questionar as criaturas, todas as coisas criadas clamam em uníssono: Foi Ele quem nos fez.” Quando questionou o vazio, ele entendeu que o erro não estava nas coisas criadas, mas em buscar nelas a plenitude que só o Criador possui. Então ele percebeu que procurava Deus do lado de fora, quando Deus o esperava do lado de dentro.
Longe de ser um defeito a ser eliminado, o coração inquieto é um dom que precisa ser canalizado e orientado para Deus, pois é o impulso divino que nos lembra que não fomos feitos para as coisas efêmeras, para aquilo que se esvai, a alegria fugaz que não tem consistência.
O ser humano carrega uma busca profunda que as coisas do mundo não conseguem preencher, mas somente Deus, e foi assim que o inquieto descansou em Deus, por isso exclamou: “Fizeste-nos para ti, Senhor, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em ti” (Confissões, I, 1). Através desse encontro profundo com o amor de Deus e o processo de conversão que ele viveu, Agostinho se tornou um grande santo e doutor da Igreja. Que ele nos ensine a também descansar o nosso coração em Deus.
Graciela Zavala
Missionária Consagrada da
Comunidade Católica Arca da Aliança
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