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Um sim que mudou minha história

Certa vez, numa visita do grupo de discipulado à minha casa, observei que eram jovens simples, que gostavam das mesmas coisas que eu, eram próximos. Lembro-me de que eu e dois amigos fomos de bicicleta até a Comunidade (que fica longe do centro de Barra do Sul). Lá recebemos o livro que contava a história da Arca. Eu nunca fui muito de ler, mas foi envolvente e atrativo mergulhar naquelas histórias.

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04.03.2026 - 15:20:00 | 5 minutos de leitura

Um sim que mudou minha história

Hoje, venho lhe contar sobre o grande encontro que fez minha vida mudar, transformar-se, dar um giro de 180 graus.

Sou filha de pais de segunda união (a mais nova e única menina entre quatro filhos), que me educaram na fé católica desde o berço. Graças ao nosso Deus ciumento, nunca me afastei completamente da Igreja; participava ativamente e crescia em mim uma sede por mais. Foi então que, em 2015, comecei a conhecer a Comunidade e a criar uma amizade livre e gratuita. Certa vez, numa visita do grupo de discipulado à minha casa, observei que eram jovens simples, que gostavam das mesmas coisas que eu, eram próximos. Lembro-me de que eu e dois amigos fomos de bicicleta até a Comunidade (que fica longe do centro de Barra do Sul). Lá recebemos o livro que contava a história da Arca. Eu nunca fui muito de ler, mas foi envolvente e atrativo mergulhar naquelas histórias.

O que mais me marcou foi vê-los vendendo biscoitos e pães, pedindo doações para ajudar na obra. Naquilo, eu vi a alegria da pobreza, na simplicidade, no despojamento… e pensei: Eles não têm nada e são felizes. Eu, que tenho tudo, sou infeliz.

Foi então que, em 2016, uma pessoa muito admirada e respeitada do grupo de jovens — que era nosso coordenador — disse que largaria tudo para morar na Arca. “Mas como é isso?”, pensei. “Você tem uma vida que eu invejo: tem um bom emprego, mora sozinho (com sete gatos), mora entre um restaurante e uma pizzaria (ou seja, almoço e janta garantidos!), é independente… como assim vai morar na Arca?” E o desejo de conhecer a Arca foi crescendo ainda mais. Recebi o convite para participar do Férias pra Jesus, em 2017. Fui como quem cai de paraquedas. Vivi uma semana com um sentido profundo, que eu ainda não havia experimentado mesmo participando ativamente da Igreja. Manhãs de oração, tardes de missão e noites de fraternidade: um combo que eu precisava e não sabia.

No dia 20 de janeiro de 2017, numa sexta-feira, na Capela da Casa Mãe, eu olhava para o sacrário e escutava a canção: “Do que tua alma tem sede? Vinde e vede, experimentai”. Aquilo me marcou profundamente, ainda que eu não saiba se escutei exteriormente ou no meu interior. No dia seguinte, fizemos missão na minha cidade — que honra e alegria! Debaixo da sombra, ouvindo o barulho do mar, recebi um convite da minha irmã de Comunidade, Leila: “Por que você não experimenta um mês na Arca?” E eu voltei para casa.

Duas semanas depois, lá estava eu novamente na Arca, não como parasita, mas como mais uma entre os irmãos em Cristo, acolhida na Comunidade. Ali é nítida a presença de Deus. No lugar, nas pessoas… em tudo respiramos o bom odor do carisma. Vivi um mês de experiência e, às vésperas do Queremos Deus, a responsável da missão me chamou para perguntar se eu havia decidido ficar ou voltar para casa. Respondi que não sabia se aquela era a vontade de Deus para mim, porque não via Seus sinais, mas que estava feliz vivendo na Comunidade.

Então ela me disse: “Você não está vendo os sinais de Deus, né?” “Não!” “Mas está feliz?” “Sim!!” “E isso já não é um sinal de Deus?” Foi como um tapa na cara. Chorei. Disse que daria minha resposta após o QD. Chorava porque me sentia indigna, porque não me sentia pronta.

O QD… Ah, o QD! Foi Deus falando até nas pedras. Quando o coração está aberto, Deus se manifesta das mais variadas formas. A missão do grupo missionário no QD era rezar pelos jovens — mas quem recebeu oração fui eu, pois chorava muito. Ver Jesus Eucarístico no meio daquela multidão… e, quando Ele passou por mim, visualizei Sua túnica arrastando pelo chão, caminhando como há dois mil anos. “Ele está aqui!” A certeza que invadiu meu coração é indescritível. Eu chorava porque era pecadora, porque não merecia todo o Seu amor.

Uma das passagens proclamadas foi: “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. E eu me encontrava nessa divisão, pois dizer “sim” a Ele significava um despojamento total. Eu chorava porque Ele me amava, me perdoava, me acolhia, me aceitava e me olhava. Sim, me olhava como jamais alguém havia me olhado. E naquele instante, enquanto conduziam minha passagem bíblica de conversão — Mc 10,17 — percebi que eu era a protagonista daquela história: o jovem rico era eu. “Que é preciso fazer para ter a vida eterna?” “Observa os mandamentos.” “Eu os observo desde jovem…” Então Seu olhar de amor cruzou o meu — “Ele o olhou e o amou” — e ecoou: “Vai, vende o que tens, dá aos pobres, depois vem e segue-me”.

No entanto, o jovem rico do Evangelho voltou para casa triste. E eu… eu não queria voltar para casa triste. Não queria continuar vivendo aquela tristeza, aquele vazio, aquela falta de sentido. Eu decidi mudar aquela história: E a jovem rica deixou tudo e O seguiu feliz.

E foi o que aconteceu. Fiz uma aliança com o Senhor — uma aliança de lágrimas — na qual eu ofertava a minha juventude a Ele. Na Missa houve mais confirmações, mais choro… mas, ao final, encontrei a paz.

Há nove anos eu embarcava nessa grande aventura. Hoje, meu coração só sabe agradecer — desde os momentos mais difíceis até os mais felizes — pois este carisma, que completa 40 anos, me levou a conhecer o Deus vivo e verdadeiro. Encontrei Quem tanto buscava. E agora, minha vida é o mínimo que posso oferecer.

Esse foi meu encontro, meu testemunho. Que você também encontre esse Deus que tanto nos ama.

Até o céu.

Stefani Oliveira – Consagrada Arca da Aliança


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